Avaliação – JAC J3 Turin 2011

Fotos: Marcus Lauria

A JAC está apostando tudo no mercado brasileiros de automóveis, além dos três produtos à venda no Brasil (J3, J3 Turin e o recém lançado J6), a montadora Chinesa acaba de anunciar um investimento de R$ 937 mil para construir uma fábrica no Brasil, que deve ficar pronta até 2014, em local ainda não definido pelos executivos da empresa, o investimento terá uma participação maior do Brasileiro em relação ao Chines.

Segundo Sérgio Habib, presidente do grupo SHC, a fábrica terá capacidade para produzir até 100 mil unidades por ano e será responsável pela geração de cerca de 3.500 empregos diretos e 10 mil postos de trabalho indiretos. Com isso, a confiança da marca entre os Brasileiros deve melhorar, deixando o preconceito um pouco de lado.

O JAC J3 Turin tem linhas bem harmoniosas, mérito do design Pinifarina, que em conjunto com seu estúdio na China, criou o sedan chinês,o modelo foi avaliado por uma semana pelo CarPoint News, tempo suficiente para sentir toda as características do mais novo sedan compacto do mercado. Antes de chegar ao Brasil, o J3 Turin sofreu 242 mudanças internas e externas, visando o gosto dos brasileiros. Visto de frente, destacam-se os faróis que se alongam até o pára-lama dianteiro, que segundo a montadora, foram inspirados nas máscaras chinesas. O para-choque exibe linhas arredondadas e uma entrada de ar ao centro, na parte de baixo, e os faróis de neblina localiados nas extremidades.

De lado suas linhas são limpas e fluidas (sem os famosos “borrachões” nas portas,) que são completadas por três vincos horizontais, que começam na base do chassi, passam pelo meio da porta e o mais destacado, localizado na linha da  maçaneta. Os quatro pára-lamas são robustos e as rodas de 15 polegadas com de dez raios combinam com o visual “clean” do J3 Turin. A traseira foge um pouco do habitual, e mostra a ousadia do sedan, com lanternas em formato de vírgula, que começam nas laterais, e descem até o final do porta-malas, que exibe uma régua horizontal cromada ao centro, logo abaixo da logomacar da JAC.

Por dentro, o J3 Turin deixa desejar em alguns pontos, ao mesmo tempo em que se mostra confortável para o motorista, fica devendo para quem vai sentado atrás, o espaço dos bancos traseiros é bem apertado para quem tem mais que 1,75 metros, os bancos dianteiros apertam os joelhos e o teto baixo faz com que a cabeça raspe constantemente, porém, os bancos macios amenizam essa “tortura”.

Apesar do painel simples, ergonomia mediana e qualidade dos plásticos do painel e portas serem um pouco duros e mostrarem asperezas e algumas rebarbas, o J3 Turin não fica devendo nada aos similares nacionais. Para o motorista, resta um banco macio demais, com as laterais das costas um pouco estreita e a posição de dirigir muito reta, as regulagens de altura, distância e profundidade do banco ajudam a achar a posição correta de dirigir, porém, o volante, que conta com regulagem de altura é um pouco grande. e fino.  O painel exibe um quadro de instrumentos do tipo “3D”, com iluminação indireta azulado, que cansa a vista. Assim como os mostradores de velocidade e rotação juntos, dificultam a leitura.

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