Fiat Argo Precision 1.8 E.Torq AT6 Flex 2018

Por Marcelo Silva – Fotos: Marcus Lauria

DEMOCRÁTICO AO ESTREMO

O Fiat Punto era um dos carros mais democráticos do mercado brasileiro, pelo menos quando o assunto era motor. Com opções 1.4 8V, 1.6 16V, 1.8 16V e 1.4 Turbo, era um carro que tinha versões capazes de agradar a gregos e troianos. Mas o futuro chegou e o Ponto se foi, e em seu lugar entrou o Argo, quase tão democrático quanto o Punto, com opções 1.0 6V, 1.3 8V e 1.8 16V. Está faltando apenas uma versão turbinada para a felicidade se completar.

Com o motor mais potente, pode-se escolher entre o Argo HGT, com roupagem esportiva, e o Precision, que testamos aqui. Ao contrário do HGT, o Argo Precision traz visual mais discreto, rodas menores e mais suavidade na suspensão. De resto traz o mesmo visual bem resolvido do Argo, que combina agressividade e requinte em proporções corretas.

Internamente o Argo apresenta bom espaço interno, mas os bancos um pouco mais “gordinhos” do Argo com airbags laterais reduz um pouco o espaço traseiro, mas nada grave, pois ali viajam bem 3 adultos de estatura mediana. Seu porta-malas de 300 litros é bem espaçoso, e o banco traseiro bipartido facilita o acesso. A posição de dirigir ideal é melhor alcançada com a regulagem do volante em altura e profundidade, exclusividade dos Argo 1.8.

BEM EQUIPADO

Quanto aos equipamentos, a versão Precision vem bem equipada com ar-condicionado, controles de estabilidade e tração, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas e uma completíssima central multimídia. Seu preço é de R$ 67.800, mas é possível deixar o Argo ainda mais equipado, com ar digital, rodas aro 16, airbags laterais, bancos em couro e outros itens, fazendo seu preço saltar para R$ 77.400.

Debaixo do capô está o motor 1.8 16V cujas melhorias estrearam na Fiat Toro. Sua potência é de 135/139 cv @ 5.750 rpm (G/E) e o torque fica em 18,8/19,3 kgfm @ 3.750 rpm, suficientes para lidar com os 1.264 kg do carro. A transmissão automática Aisin de 6 velocidades tem um bom casamento com o propulsor, entregando um bom compromisso entre desempenho e suavidade. Apenas o consumo poderia ser melhor, pois o Argo Precision fez 9,6 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada, com gasolina e ar-condicionado ligado.

Rodando na cidade, a suspensão do Argo agrada pela suavidade, filtrando bem as irregularidades e colaborando para o conforto. A direção elétrica é leve e o câmbio troca marchas sem trancos, embora tenha um certo lag quando o acelerador é pressionado, especialmente quando é necessário reduzir mais de uma marcha. De qualquer forma o carro é bem esperto na cidade, com sobra de força em qualquer situação.

RODAR TRANQUILO

Na estrada, o Argo agrada pelo baixo nível de ruído dos pneus e ausência de ruídos aerodinâmicos. Sua solidez agrada e seu comportamento dinâmico é muito bom, com destaque para a presença do controle de estabilidade de série. O pedal de freio é um pouco sensível, mas dá para se acostumar facilmente a esse detalhe, e a eficiência dos freios é exemplar. Nas acelerações e retomadas, o Argo vai bem, como deixam evidentes os 10,2 s que gastamos para acelerar de 0 a 100 km/h.

No geral, o Argo Precision é uma das melhores escolhas da categoria, com bom nível de modernidade, conforto e bons itens de segurança ativa. Seu preço quando completo é um pouco elevado, mas fica no mesmo patamar dos concorrentes mais equipados. Entre os Argo à venda no mercado, ele supera o 1.3 de forma considerável em desempenho, e sua discrição em relação ao HGT pode ser um ponto crucial para a decisão da compra.

CONFIRA NOSSO VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=ZrgjVS4mnpM