Avaliação – Peugeot RCZ 1.6 16V THP 2012

Fotos: Marcus Lauria

O Peugeot RCZ tem méritos que poucos carros tem, principalmente por ser um cupê esportivo, o modelo faz parte de um segmento restrito para poucas marcas, que não investem muito nesses carros por muitas razões, a principal é o preço elevado e a pouca procura por parte dos consumidores, que preferem carros maiores e que caibam mais gente, como os sedãs e SUVs. Mas a Peugeot sempre foi ousada em seus modelos, e não foi diferente com esse cupê esportivo e criou um rival para o desejado Audi TT, porém, com uma diferença significativa, o preço. Para se ter uma ideia, o TT de entrada, vendido aqui no Brasil custa R$ 196 mil, enquanto que o RCZ sai a R$ 139.900. Mesmo que o modelo da Audi tenha um motor mais potente (200 cv), o esportivo francês não decepciona tanto assim.

Lançado no Brasil em outubro de 2011, os emplacamentos do modelo passaram a ser feitos em janeiro deste ano, com um total de 79 unidades comercializadas até esse mês. O esportivo francês chama a atenção por onde passa, seu baixo coeficiente aerodinâmico de 0,32 influem nas suas linhas fluidas. O modelo é construído sobre a Plataforma 2 da PSA, a mesma utilizada nos já conhecidos 3008 e 308.

As linhas do Peugeot RCZ são muito atraentes e desviam olhares por onde passa. Difícil é ficar sem olhar para o belo cupê. O destaque de suas linhas são os para-lamas volumosos que engolem as rodas de 18 polegadas com desenho exclusivo. Não fica de fora dos olhares o vidro traseiro curvo em formato de bolha dupla, que deve custar um bom dinheiro, se for necessário ser substituído.

Na parte dianteira, nada de inédito, o esportivo trás a conhecida grade “bocão” com o emblema do Leão em destaque no centro do capô. Os enormes faróis que invadem as laterais seguem o DNA da marca. Outro detalhe fica por conta das portas, que são pesadas, não possuem esquadro superior, deixando o modelo sem coluna central, típico dos cupês.

Ainda por fora, destacam-se ainda os arcos superiores cromados que envolvem as laterais e o teto de vidro. A parte traseira é comprida e acomoda as lanternas de LEDs na cor vermelha, com formato de bumerangue e um aerofólio escamoteável. As linhas ousadas são finalizadas com o discreto pára-choque traseiro.

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