Segmento de motos apresenta crescimento nas vendas em todo o país

O segmento de motocicletas começou 2019 com o pé direito. Após 10 anos sofrendo com quedas nas vendas, o setor apresentou um crescimento de mais de 10% nas vendas no varejo em 2018. A estimativa para este ano, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores), sinaliza alta para o mercado de motos.

Segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Motonetas, Bicicletas e similares) as vendas no varejo acumulado, no período de janeiro a novembro de 2017, atingiram a marca de 773.567 unidades comercializadas no varejo. Já, no mesmo período de 2018, as vendas foram de 856.045 – um aumento de 17,7%.

Em Ribeirão Preto, o crescimento no segmento de vendas de motos também foi notório. Segundo Paulo Agnoletto Filho, gerente geral da Itacuã Motos, empresa do Grupo Stéfani Ribeirão Diesel, a concessionária apresentou um avanço de aproximadamente 23% em 2018, comparado com 2017. O gerente acredita que 2019 será mais promissor, pois somente no mês de janeiro, comparado com o mesmo período do ano passado, houve um crescimento superior a 55% nas vendas. “O ano de 2018 foi um período de recuperação desse mercado que, mesmo de forma tímida, o quadro foi bem encorajador, especialmente no segundo semestre”, explica. Segundo ele, a projeção de crescimento para 2019 é de 7% nas unidades vendidas.

Agnoletto Filho credita o resultado positivo nas vendas basicamente ao cenário econômico, que está, pouco a pouco voltando a reaquecer. Além disso, segundo o gerente, as incertezas políticas também foram positivas para o mercado. “Muitos clientes buscavam assegurar uma forma mais econômica de locomoção, sem depender de transporte público. Outro motivo foi o aumento de trabalhadores informais como os entregadores de refeição”, destaca.

A Abraciclo também assegura alguns motivos para a retomada do mercado, entre eles está o aumento da confiança do consumidor, maior oferta de crédito ao consumidor, aumento da demanda por veículos de duas rodas para mobilidade (por serem mais econômicos, flexíveis e ágeis) e o lançamento de novos produtos com tecnologias mais avançadas.

Fonte: Verbo Nostro Comunicação Planejada