{"id":51866,"date":"2016-05-24T18:38:38","date_gmt":"2016-05-24T18:38:38","guid":{"rendered":"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=51866"},"modified":"2016-05-24T18:38:38","modified_gmt":"2016-05-24T18:38:38","slug":"oroch-expedition-cruza-o-peru-e-enfrenta-terremotos-no-equador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/oroch-expedition-cruza-o-peru-e-enfrenta-terremotos-no-equador\/","title":{"rendered":"Oroch Expedition cruza o Peru e enfrenta terremotos no Equador"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/14.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-51867\" src=\"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/14-300x200.jpeg\" alt=\"14\" width=\"635\" height=\"424\" srcset=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/14-300x200.jpeg 300w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/14.jpeg 538w\" sizes=\"auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>Texto: Ant\u00f4nio Meira Jr e Gustavo Acioli. Fotos: Eugeniusz Kowalski<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Abordo de duas picapes Duster Oroch, que criou um segmento no Brasil, tr\u00eas aventureiros sa\u00edram da f\u00e1brica da Renault em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais (PR) em uma aventura de 30 dias que vai passar por sete pa\u00edses e percorrer mais de 11 mil quil\u00f4metros rumo \u00e0 Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 capitaneada pelos jornalistas Antonio Meira Jr. e Gustavo Acioli, al\u00e9m do fot\u00f3grado Eugeniusz Kowalski. Durante o trajeto, se juntar\u00e3o \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o outros jornalistas de diferentes pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. A equipe de jornalistas vai registrar todos os detalhes da aventura pelos sete pa\u00edses com fotos, v\u00eddeos e textos e publicar nos canais sociais da Renault durante a viagem.<\/p>\n<p><strong>15\u00ba, 16\u00b0 e 17\u00ba Dias &#8211; Cruzando o fant\u00e1stico e louco Peru<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Desde que sa\u00edmos de Curitiba passamos pelo Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e tamb\u00e9m pelo Chile. \u00c9 poss\u00edvel perceber diversas mudan\u00e7as sociais, mas elas s\u00e3o t\u00e3o org\u00e2nicas que n\u00e3o chegam a surpreender. Contudo, basta chegar ao Peru para perceber que aqui o esquema \u00e9 outro.<\/p>\n<p>A descend\u00eancia dos in\u00fameros povos ind\u00edgenas marca a etnia que \u00e9 bem homog\u00eanea por aqui. Em nossa jornada, a primeira parada \u00e9 em Arequipa, uma grande e interessante cidade: belas pra\u00e7as, com pal\u00e1cios, igrejas e muito riqueza arquitet\u00f4nica. O centro hist\u00f3rico de Arequipa \u00e9 uma verdadeira joia do colonialismo espanhol. O entorno e periferias, contudo, s\u00e3o a mesma loucura peruana de sempre: tr\u00e2nsito ca\u00f3tico, pedestres por todo o lado&#8230; \u00e9 tudo t\u00e3o diferente que se torna engra\u00e7ado.<\/p>\n<p>De Arequipa seguimos em dire\u00e7\u00e3o ao norte. Passamos por trechos incr\u00edveis da Via Panamericana que no Peru ela \u00e9 chamada de Carretera 1. Costeamos o Pac\u00edfico, cruzamos desertos, montanhas. Passamos por centenas de ruinas hist\u00f3ricas, pelas mundialmente famosas linhas de Nazca, cruzamos cidades que j\u00e1 estavam ali antes mesmos dos europeus chegarem, e atravessamos a regi\u00e3o que produz Pisco, a famosa bebida peruana.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dois dias de viagem, chegamos a Lima, a capital deste incr\u00edvel pa\u00eds. Lima \u00e9 bem grande, tem cerca de nove milh\u00f5es de habitantes. Possui seu lado moderno, bem ocidental e contempor\u00e2neo, como os bairros de Miraflores e San Isidro, cheios de ruas agrad\u00e1veis, shoppings, lojinhas nas ruas, caf\u00e9s\u2026 Lima tem tamb\u00e9m cerca de duas mil favelas e os maiores \u00edndices de polui\u00e7\u00e3o do continente. Uma n\u00e9voa cinza paira constantemente na cidade.<\/p>\n<p>Lima \u00e9 pura contradi\u00e7\u00e3o. Riqueza e mis\u00e9ria. O centro hist\u00f3rico, por exemplo, \u00e9 bel\u00edssimo, num n\u00edvel equivalente ao das belas cidades europeias e capaz de satisfazer o mais exigente viajante. \u00c9 repleto de monumentos e museus lind\u00edssimos. Vale realmente a visita.<\/p>\n<p>A capital ficou para tr\u00e1s e voltamos a encarar o interior peruano, cruzando regi\u00f5es secas, subindo em dire\u00e7\u00e3o ao Norte. Nesta altura, o frio j\u00e1 desapareceu completamente. Estamos, em termos de latitude, na mesma faixa do estado do Acre. N\u00e3o vimos ainda sinal de florestas, o verde ainda \u00e9 t\u00edmido. Paramos em Trujillo, visitamos as ru\u00ednas de Chan Chan, uma antiga cidade de mais de 600 anos que abrigou mais de 50 mil pessoas e foi sede do reino de Chimu, um dos mais poderosos do Continente, por\u00e9m menos famosos que os Incas, Maias e Astecas.<\/p>\n<p>O Peru \u00e9 de fato um pa\u00eds curioso, tudo \u00e9 completamente informal: ao ponto de termos de ir em busca da casa do carteiro para conseguir receber um documento enviado pela FedEx. O epis\u00f3dio ocorreu em Talara, no extremo norte peruano. Continuamos subindo, agora o pr\u00f3ximo destino \u00e9 o Equador. J\u00e1 rodamos quase nove mil quil\u00f4metros. L\u00e1 vamos n\u00f3s!<\/p>\n<p><strong>18\u00ba, 19\u00b0 e 20\u00ba Dias &#8211; Belas praias, montanhas, neblina e terremotos: Oroch Expedition chega ao Equador<\/strong><\/p>\n<p>Uma das \u00faltimas grandes cidades do litoral norte peruano, Talara \u00e9 nossa base para percorrer o trecho mais longo de toda a Oroch Expedition.\u00a0 Vamos a Quito, capital do Equador, distante cerca de 800 quil\u00f4metros de nosso ponto de partida. Teremos uma longa jornada pela frente, com direito a uma grande quantidade de cen\u00e1rios, como praias, selva, montanhas e pequenas cidades.<\/p>\n<p>De Talara at\u00e9 a fronteira com o Equador s\u00e3o cerca de 240 quil\u00f4metros. O trajeto \u00e9 bem tranquilo e bonito. Esse trecho tem jeit\u00e3o de nordeste brasileiro. S\u00e3o muitas praias bonitas e interessantes e alguns coqueiros. Algumas praias como Punta Sal, s\u00e3o famosas pelas grandes ondas, que atraem surfistas de todo o mundo.<\/p>\n<p>O visual tamb\u00e9m \u00e9 muito agrad\u00e1vel, pequenos vilarejos, bons hot\u00e9is e pousadinhas d\u00e3o o tom dos \u00faltimos quil\u00f4metros do Peru, um pa\u00eds repleto de contrastes e de particularidades \u00fanicas. A fronteira com o Equador \u00e9 bem organizada. Os dois pa\u00edses dividem o mesmo espa\u00e7o f\u00edsico. Tudo \u00e9 muito simples e r\u00e1pido. Em instantes os passaportes s\u00e3o carimbados, carros autorizados e p\u00e9 na estrada.<\/p>\n<p>Assim que deixamos o Peru e entramos no Equador tudo ganha contornos diferentes. A aridez peruana cede lugar \u00e0 uma natureza exuberante, verde e repleta de belas fazendas de gado e principalmente planta\u00e7\u00f5es de banana. A desorganiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 substitu\u00edda por um bom sistema de vias, com excelente sinaliza\u00e7\u00e3o e \u00f3tima infraestrutura.<\/p>\n<p>Vale lembrar que, em abril deste ano, o sul do Equador sofreu um forte terremoto de 7.8 graus na Escala Richter. O tremor produziu muita destrui\u00e7\u00e3o e causou a morte de mais de seis mil pessoas. Podemos presenciar alguns rastros da passagem do terremoto, como desmoronamentos ao lado da pista e pontes destru\u00eddas. Por conta disso, tivemos de pegar alguns desvios de estradas de terra.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, nossa passagem pelo sul equatoriano tamb\u00e9m enfrentou grandes altitudes (chegamos a quase 4 mil metros de altitude), trechos de muita neblina, chuva e alt\u00edssimo tr\u00e1fego de caminh\u00f5es. As estradas sinuosas das serras se tornam ainda mais perigosas em situa\u00e7\u00f5es assim. Aten\u00e7\u00e3o redobrada. Esse trecho foi bem desgastante e cansativo. O tr\u00e2nsito pesado deixou os 800 quil\u00f4metros de nossa jornada ainda mais longos. Nossas Oroch foram boas companheiras. Vale destaque aqui para o excelente jogo de far\u00f3is da picape, esse ponto merece pontos positivos. Tanto a luz baixa, quanto a alta e a luz de neblina superam as expectativas, deixando a viagem bem mais segura.<\/p>\n<p>Chegamos tarde em Quito: precisamente uma da manh\u00e3. Exaustos de tanta estrada, mal deitamos no hotel e somos surpreendidos por um longo e forte terremoto. Deu uma baita sacudida no pr\u00e9dio, mas o cansa\u00e7o foi maior que o susto e dormimos assim mesmo.<\/p>\n<p>Pela manh\u00e3, soubemos que o tremor foi de 6.8 graus. Este foi o terremoto mais forte desde o grande abalo s\u00edsmico de abril. Por sorte, n\u00e3o houve mortes. Ainda assim, dez pessoas ficaram feriadas. Nos preparando para deixar o hotel, novamente a terra voltou a tremer. Desta vez a balan\u00e7ada foi r\u00e1pida, poucos segundos, mas foi mais forte do que o tremor da madrugada: 7.1 graus. As ruas ficaram cheias de pessoas em busca de \u00e1reas seguras.<\/p>\n<p>A sa\u00edda de Quito foi tensa, confusa. Passamos para buscar os jornalistas Ant\u00f4nio Carlos Silva, apresentador do programa Carros e Motores, da Rede Massa (SBT, Paran\u00e1), e Gabriel Aguiar, rep\u00f3rter da revista Autoesporte, que passaram a integrar a Oroch Expedition a partir de Quito. A dupla vai acompanhar nosso grupo at\u00e9 o fim da expedi\u00e7\u00e3o, em Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Ant\u00f4nio Meira Jr e Gustavo Acioli. Fotos: Eugeniusz Kowalski Abordo de duas picapes Duster Oroch, que criou um segmento no Brasil, tr\u00eas aventureiros sa\u00edram da f\u00e1brica da Renault em&#8230; <a class=\"read-more-link\" href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/oroch-expedition-cruza-o-peru-e-enfrenta-terremotos-no-equador\/\">Read more &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51867,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[71,6008,48],"tags":[8505],"class_list":["post-51866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carros","category-destaques","category-noticias","tag-oroch-expedition"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51866"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51868,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51866\/revisions\/51868"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}