{"id":61402,"date":"2017-11-06T23:28:48","date_gmt":"2017-11-06T23:28:48","guid":{"rendered":"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=61402"},"modified":"2017-11-06T23:28:48","modified_gmt":"2017-11-06T23:28:48","slug":"coluna-4417-de-carro-por-ai-por-roberto-nasser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-4417-de-carro-por-ai-por-roberto-nasser\/","title":{"rendered":"Coluna 4417 \u2013 \u201cDe carro por a\u00ed\u201d por Roberto Nasser"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-Legenda-01-coluna-4417-Primeira-Coluna.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-61403\" src=\"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-Legenda-01-coluna-4417-Primeira-Coluna-191x300.jpg\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"998\" srcset=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-Legenda-01-coluna-4417-Primeira-Coluna-191x300.jpg 191w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-Legenda-01-coluna-4417-Primeira-Coluna-768x1207.jpg 768w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Foto-Legenda-01-coluna-4417-Primeira-Coluna-651x1024.jpg 651w\" sizes=\"auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>Ind\u00fastria automobil\u00edstica, um longo olhar de 50 anos<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><em>Um dos dizeres no colecionar autom\u00f3veis antigos, o antigomobilismo &#8211; neologismo no Dicion\u00e1rio Houaiss \u2013 define, o autom\u00f3vel escolhe o dono &#8211; e sabe para onde conduzi-lo.<\/em><\/p>\n<p><em>V\u00e1lido para mim e minha vida profissional. No caso, um sofrido sed\u00e3 DKW Vemag fez-me privilegiado observador de 50 anos da ind\u00fastria do autom\u00f3vel, levando-me \u00e0s Olivetti e \u00e0 banca de advogado especializado.<\/em><\/p>\n<p><em>O residir em Bras\u00edlia p\u00f3s inaugura\u00e7\u00e3o auxiliou muito. N\u00e3o apenas pelo aspecto institucional, <\/em><em>quando a autoridade do Executivo ou do Judici\u00e1rio<\/em><em> \u2013 o Legislativo tinha autonomia restrita no per\u00edodo \u2013 podia ser seu vizinho de porta, quanto pelo fato de o Plano Piloto reunir a maior concentra\u00e7\u00e3o de carros nacionais, <\/em><em>a<\/em> <em>frota mais nova do pa\u00eds. Era consequente ao incremento \u00e0 renda do funcionalismo transferido e do in\u00edcio da democratiza\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel. Havia a considerar, era a \u00fanica cidade do pa\u00eds onde o esporte preferido era o automobilismo.<\/em><\/p>\n<p><em>Agente de evolu\u00e7\u00e3o, o motor do gasto Vemag azul de teto prata foi submetido a receita publicada numa revista. Dois sem-no\u00e7\u00e3o, o agora saudoso Aru\u00ed Pinheiro de Souza e eu, cometemos dom\u00e9stica\u200b tentativa para melhorar seu rendimento.<\/em><\/p>\n<p><em>Se deu certo? E podia? Era uma m\u00e3o de obra para funcionar. Primeiro, tirar as velas de gama t\u00e9rmica fria e colocar as quentes. Virar o arranque sem acelerar; depois, com o afogador puxado; ao pegar, mant\u00ea-lo afogado at\u00e9 amea\u00e7ar morrer inundado de gasolina. A\u00ed, leve press\u00e3o no acelerador e um minuto com o p\u00e9 suave para limpar o excesso de combust\u00edvel. Ap\u00f3s, desligar o motor e trocar as velas quentes por outras m\u00e9dias. Repetir o processo, esperar o marcador de temperatura iniciar seu caminho pelo quadrante; desligar; trocar as velas pelas ditas frias. A\u00ed, ent\u00e3o, podia-se apont\u00e1-lo para a Universidade de Bras\u00edlia.<\/em><\/p>\n<p><em>Era coisa de 15 minutos toda manh\u00e3, com filtro de ar e ferramentas sobre a grama em frente \u00e0 portaria social do bloco K, m\u00e3os sujas e o formid\u00e1vel cheiro do Castrol R, lubrificante para corridas, amostra olorosa e de intimidade com o ambiente esportivo.<\/em><\/p>\n<p><em>O Ari Cunha, hoje Cond\u00f4mino e Vice-Presidente dos Di\u00e1rios Associados, era editor do Correio Braziliense, vizinho no primeiro andar \u2013 e compuls\u00f3rio participante pelo barulho, fuma\u00e7a e odor da mistura gasolina+\u00f3leo queimada. Um dia, saindo do pr\u00e9dio, ao cumprimentar, falou:<\/em>\u00a0&#8220;-\u00a0Se voc\u00ea escrever a metade do que faz em mec\u00e2nica, precisamos de voc\u00ea no Correio. Quero fazer uma coluna sobre autom\u00f3veis.&#8221;\u00a0<em>Foi na manh\u00e3 da segunda-feira, 30, outubro, 1967.<\/em><\/p>\n<p><em>Na quinta-feira, 2, novembro, feriado de Finados, sa\u00eda a primeira. Jos\u00e9 Helder de Souza, editor do segundo caderno, alma boa atr\u00e1s de cara brava, recebeu-a, sequer retocou. Come\u00e7ou assim, h\u00e1 50 anos.<\/em><\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9poca de muitas mudan\u00e7as, encerrando-se o segundo ciclo de motoriza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. O governo revolucion\u00e1rio mudou as regras de instala\u00e7\u00e3o, cancelou o projeto de criar carros brasileiros por empresas nacionais e fomentou sua venda. As ent\u00e3o nacionais Willys, Vemag, Simca, FNM passaram a controladoras estrangeiras \u2013 Ford, VW, Chrysler, Alfa Romeo. A <em>\u200bColuna\u00a0<\/em>ajudou\u00a0\u00a0\u200bmoldar minha vida e\u00a0especialidade como advogado ap\u00f3s formado. Em in\u00edcio era indefinida em espa\u00e7o e periodicidade, mesclou cobertura do tema, lan\u00e7amentos de novos participantes, e movimento de corridas. O novo ciclo incluiu lan\u00e7amento do motor VW 1.300, apto a expandir cilindrada, insuflou prepara\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos, novos pequenos fabricantes com a arquitetura mec\u00e2nica Volkswagen. N\u00e3o era bem-comportada. Era palpiteira, cr\u00edtica, personalista, escrita na primeira pessoa do singular, num auto desafio: fazer cobertura t\u00e3o bem informada quanto os jornais cariocas e paulistas, onde \u00e0 \u00e9poca estavam as ind\u00fastrias de autom\u00f3veis. Caminh\u00f5es n\u00e3o eram tema, por coer\u00eancia e falta de viv\u00eancia ou leituras espec\u00edficas. Isto mudou num dia, chegado da UnB para entregar meu texto na reda\u00e7\u00e3o, o dito Z\u00e9 Helder informou ser necess\u00e1rio dar mais cobertura a caminh\u00f5es.\u00a0<em>N\u00e3o entendo disto<\/em>\u00a0\u2013 como se entendesse de autom\u00f3veis &#8230; &#8211; expliquei.\u00a0<em>N\u00e3o posso fazer. \u00c9 ordem do Edilson,<\/em>\u00a0explicou. Edilson para ele, Dr. Edilson Cid Varella para mim, presidente da S\/A editora do\u00a0<em>Correio<\/em>. Conhecia-o com superficialidade. Mor\u00e1vamos na mesma quadra, meus pais e ele tinham amigos em comum. Fui \u00e0 sua sala, recebido sem complica\u00e7\u00f5es, expliquei n\u00e3o poder atender ao pedido. Ganhei aula gentil:\u00a0<em>Caminh\u00f5es podem ser bons anunciantes, e os an\u00fancios \u00e9 que pagam as contas, at\u00e9 o seu sal\u00e1rio. Assim, se voc\u00ea n\u00e3o entende, gostaria de ponderar que passe a entender.\u00a0<\/em>Entendi a ordem. Foi um outro DKW Vemag na minha vida. O conhecimento absorvido teve resultado impensado. Ap\u00f3s laureado em\u00a0Direito saber do que falava ajudou-me a conquistar clientes do ramo, e para estes obter medidas legais como o aumento do comprimento dos caminh\u00f5es, do peso bruto sobre eixos,\u00a0reclassifica\u00e7\u00e3o fiscal, por a\u00ed.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica no Brasil tem marca mundial: a rentabilidade elevada, desde sempre. Teve at\u00e9 CPI na C\u00e2mara. E outra, escolhas de produto nem sempre felizes. Ford \u00e9 bom exemplo: o G\u00e1laxie, ent\u00e3o modelo de mais luxo no pa\u00eds, foi um tiro n\u2019\u00e1gua: nunca decolou, seu maior ano de vendas foi o do lan\u00e7amento. Terceiro produto, o Maverick, insistiu na escola norte-americana, quando o desenho do pa\u00eds mudara \u00e0s prefer\u00eancias europeias, como mostrava o Corcel, um Renault. Companhia, a primeira a vir para o pa\u00eds, quase deixou-o na d\u00e9cada de \u201980, mantendo-se associada \u00e0 Volkswagen sob o r\u00f3tulo de Autolatina. Da lideran\u00e7a hoje tr\u00f3pica do quarto lugar para baixo.<\/p>\n<p>De opera\u00e7\u00f5es industriais,\u200b tr\u00eas t\u00eam especial relevo: a Fiat revolucionou com o motor transversal e itens pouco sabidos, especifica\u00e7\u00f5es em folgas e toler\u00e2ncias. Mostrou como o pa\u00eds estava atrasado no conv\u00edvio com os autom\u00f3veis. Os \u00f3leos lubrificantes de ent\u00e3o tinha classifica\u00e7\u00e3o limitada a SD \u2013 hoje est\u00e1 pr\u00f3xima ao final do alfabeto. Outra conquista como advogado. Das novas, o ciclo Toyota deflagrador de qualidade no pa\u00eds, e a surpreendente Hyundai e o HB20, o mono produto mais vendido do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Per\u00edodo rico em mudan\u00e7as, e a utiliza\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool como combust\u00edvel foi oportunidade perdida em liderar produ\u00e7\u00e3o e tecnologia mundiais. O governo federal n\u00e3o o tocou como quest\u00e3o de Estado, mas apenas como de varejo. Da\u00ed, sabemos produzir. Usar, n\u00e3o!<\/p>\n<p>Nossos ve\u00edculos s\u00e3o inquestionavelmente resistentes \u2013 \u00e9 o grande\u00a0<em>know-how<\/em>\u00a0nacional -, mas a ind\u00fastria do autom\u00f3vel \u00e9 tratada como coisa isolada, sem integrar planos de governo. Usa al\u00edquotas anti importa\u00e7\u00e3o em seu limite m\u00e1ximo para impedir a sadia concorr\u00eancia dificultando a entrada dos importados, cultivando a inefici\u00eancia, rent\u00e1vel aos fabricantes, lesiva ao pa\u00eds. A \u00faltima aventura, o Inovar-Auto, nada inovou ao permitir montagem de ve\u00edculos com percentuais de nacionaliza\u00e7\u00e3o id\u00eanticos aos praticados ao in\u00edcio dos anos \u201950, antes da implanta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica. A abertura dos portos \u00e0 importa\u00e7\u00e3o, pensada desde o governo Sarney, corporificou-se com o de Collor. Ato de coragem, acabou travado pela aplica\u00e7\u00e3o de taxas em seu teto m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a dos importados a pre\u00e7os inicialmente competitivos acabou com as pequenas ind\u00fastrias locais, usualmente utilizando plataforma VW. Sem voz corporativa n\u00e3o quiseram negociar forma de sobreviv\u00eancia e acabaram se estiolando. Sobrou a \u00fanica com projeto completo de produto e constru\u00e7\u00e3o, a Gurgel. No governo Itamar, sucessor, criou-se a f\u00f3rmula do carro popular, com motor 1,0 litro, para dinamizar vendas e produ\u00e7\u00e3o. Solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de raz\u00f5es esva\u00eddas no tempo sobrevive. A Gurgel foi-se num embrulho n\u00e3o explicado.<\/p>\n<p>Dentre as conquistas nacionais, inequivocamente quem puxa a fila do orgulho s\u00e3o os pilotos de corridas. Entre o Brasil instalar a primeira ind\u00fastria e produzir o primeiro campe\u00e3o mundial de F\u00f3rmula 1, Emerson Fittipaldi, em 1972 decorreram apenas 15 anos. Temos 8 t\u00edtulos na categoria \u2013 2 Emerson; 3 Piquet; 3 Senna -, in\u00fameros em outras categorias. Bras\u00edlia det\u00e9m a maior quantidade de pilotos de F\u00f3rmula 1 por popula\u00e7\u00e3o ou \u00e1rea: 2 Piquets, 1 Alex Ribeiro, 1 Pupo Moreno.\u00a0 E fizemos um carro de F\u00f3rmula 1, o Copersucar Fittipaldi, criticado como tudo brasileiro, mas \u00e0 \u00e9poca com resultados superiores a equipes tradicionais, Ferrari inclusive. Brasil desperdi\u00e7a talentos sem pol\u00edtica de desenvolvimento tecnol\u00f3gico pelas corridas.<\/p>\n<p><strong>Gente<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo observado,\u00a0o\u200b setor teve gestores marcantes, em especial os respons\u00e1veis por sua implanta\u00e7\u00e3o num pa\u00eds sem viv\u00eancia ou infraestrutura; prazo para atingir 90% de nacionaliza\u00e7\u00e3o \u2013 sem ind\u00fastria de autope\u00e7as. Depois, tamb\u00e9m, e destes, ao meu ver o de maior proemin\u00eancia foi o recentemente desaparecido Wolfgang Sauer, da VW \u2013 a\u00a0<em>Coluna<\/em>\u00a0atropelou os jornais paulistas e deu sua indica\u00e7\u00e3o como\u00a0<em>furo &#8211;<\/em>, fazendo a transi\u00e7\u00e3o do velho Fusca para os motores modernos e dianteiros; trocando Passats por petr\u00f3leo iraquiano; exportando Voyages aos EUA. Mais recente, Cledorvino Belini, em processo de longo prazo, fazendo o impens\u00e1vel: tornar a Fiat l\u00edder no mercado local \u2013 \u00fanica lideran\u00e7a no mundo -, extremamente rent\u00e1vel. Das muitas autoridades talvez o\u00a0engenheiro\u00a0Celso Murta, presidente do Contran tenha sido o mais prof\u00edcuo: levei a ele sugest\u00f5es para tornar obrigat\u00f3rios\u00a0o uso de capacete por motociclistas, e de cinto de seguran\u00e7a por motoristas e passageiros \u2013 aceitou, tornou-as regra, salvou muitas vidas.<\/p>\n<p><em>Coluna<\/em>\u00a0me levou a ser o redator da parte de autom\u00f3veis na CPI do Consumidor, na C\u00e2mara dos Deputados, e \u00e0 oportunidade de sugest\u00f5es de seguran\u00e7a veicular posteriormente adotadas.<\/p>\n<p>De l\u00edderes setoriais a quatro dedico especial refer\u00eancia: Alencar Burti, da distribui\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, incans\u00e1vel em vis\u00e3o social; Andr\u00e9 Beer, da ind\u00fastria automobil\u00edstica. Quando presidente da Anfavea, associa\u00e7\u00e3o dos fabricantes de ve\u00edculos, defendia a causa brasileira, e ap\u00f3s sua gest\u00e3o, para o governo permanecia como refer\u00eancia em confiabilidade, como tamb\u00e9m o era o advogado C\u00e9lio Batalha. C\u00e9lio foi-se muito novo quando presidia a entidade \u2013 uma das melhores pessoas que tive a sorte de conhecer e privar. Hoje deve ser santo sem diploma. O engenheiro Rog\u00e9lio Golfarb, tamb\u00e9m ex-presidente da Anfavea tenho como o sujeito mais preparado no mesclar ind\u00fastria e economia. Fiz amigos, contatos, conhecidos, gente boa de trocar impress\u00f5es e conhecimentos.<\/p>\n<p><em>Coluna<\/em>\u00a0teve proje\u00e7\u00e3o nacional, integrando pr\u00eamios e juris sobre produtos, como o da Abiauto e o\u00a0<em>Auto Preferita<\/em>. Internacionalmente, o da FIPA de jornalistas latino americanos, e o\u00a0<em>International Engine of the Year<\/em>. Neste, dentre os quatro jurados brasileiros sou o \u00fanico n\u00e3o-engenheiro. Minha biblioteca, supera\u00a010 mil livros do setor, ajudou muito.<\/p>\n<p>No <em>Correio<\/em>, a\u00a0<em>Coluna\u00a0<\/em>se transformou no\u00a0<em>Jornal do Autom\u00f3vel,<\/em>\u00a0caderno especializado. Em paralelo e por pequena sociedade, foi desafio para escrever no\u00a0<em>JOS\u00c9, jornal da semana inteira<\/em>, marcante seman\u00e1rio sobre pol\u00edtica e atualidades. Mesmos temas, p\u00fablico mais pontual, abordagens e reda\u00e7\u00f5es diferentes. Ap\u00f3s, iniciou-se per\u00edodo de expans\u00e3o, com a <em>Gazeta<\/em>, em Vit\u00f3ria, ES; com a <em>Gazeta de Alagoas<\/em>; depois no\u00a0<em>Jornal de Bras\u00edlia<\/em>\u00a0e na\u00a0<em>Gazeta Mercantil<\/em>. Hoje est\u00e1 em 45 ve\u00edculos diferentes e tem m\u00e9dios 10 milh\u00f5es de acessos mensais. Muito? Pouco? N\u00fameros impens\u00e1veis h\u00e1 pouco tempo, e com certeza aumentar\u00e3o.<\/p>\n<p>Num balan\u00e7o, tenho convic\u00e7\u00e3o de t\u00ea-la feito socialmente \u00fatil, honesta com o leitor em busca de informa\u00e7\u00e3o, e com direito a medalha por assiduidade: nunca deixou de sair, nem f\u00e9rias, nem hospital, nem UTI a detiveram.<\/p>\n<p>Ricardo Reys, o chileno conhecido como Pablo Neruda, tem livro interessante,\u00a0<em>Confesso que vivi<\/em>. Modestamente atrevida,\u00a0a <em>Coluna<\/em>\u00a0diria:\u00a0<em>Confesso que vi<\/em>.<\/p>\n<p><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/em><\/p>\n<p><strong>As estradas falam, a Mercedes ouve \u2013 e \u00e9 <em>Top of Mind<\/em> <\/strong><\/p>\n<p>Um dos melhores <em>slogans<\/em> para definir o projeto de uma companhia \u2013 <em>As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve <\/em>-, indica a a\u00e7\u00e3o de ouvir operadores de transporte e adequar produtos \u00e0s sugest\u00f5es dos profissionais. A marca tem feito mudan\u00e7as em seus caminh\u00f5es, criado caminhos para facilitar a manuten\u00e7\u00e3o baixando custos de pe\u00e7as, criando facilidades para usu\u00e1rios. E sua iniciativa, forte marca da gest\u00e3o de Philipp Schiemer com vice presid\u00eancia de Roberto Leoncini, tem fornecido resultados num\u00e9ricos e institucionais. Deste, um dos mais importantes \u00e9 o pr\u00eamio <em>Folha Top of Mind<\/em> edi\u00e7\u00e3o 2017, organizado pelo jornal Folha de S Paulo, abrangendo pesquisa nacional. Nela a Mercedes-Benz \u00e9 a marca de caminh\u00e3o mais lembrada do Brasil. Neste ano a Mercedes foi indicada por 22% &#8211; mais de 1\/5 do universo pesquisado, 7.300 pessoas, 220 cidades \u2013 com pergunta espont\u00e2nea: <em>Qual a primeira marca de caminh\u00e3o que lhe vem \u00e0 cabe\u00e7a? <\/em>A segunda colocada ficou 10 pontos percentuais abaixo.<\/p>\n<p>Schiemer, modesto no comando da recupera\u00e7\u00e3o da Mercedes ap\u00f3s a enorme contra\u00e7\u00e3o de mercado, situa o resultado como consequente ao atendimento das expectativas dos clientes e de todos os ligados ao setor de cargas, trabalho conjunto da marca, da rede de concession\u00e1rios e parceiros.<\/p>\n<p>Marca tem inovado em produtos, pe\u00e7as, servi\u00e7os e conectividade, e ao fazer o sugerido pelos clientes e receber o <em>Top of Mind <\/em>cr\u00ea estar no caminho certo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ind\u00fastria automobil\u00edstica, um longo olhar de 50 anos \u00a0\u00a0Um dos dizeres no colecionar autom\u00f3veis antigos, o antigomobilismo &#8211; neologismo no Dicion\u00e1rio Houaiss \u2013 define, o autom\u00f3vel escolhe o dono &#8211;&#8230; <a class=\"read-more-link\" href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-4417-de-carro-por-ai-por-roberto-nasser\/\">Read more &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":61403,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6010,5661,6008,48],"tags":[5662],"class_list":["post-61402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-de-carro-por-ai","category-destaques","category-noticias","tag-roberto-nasser"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61402"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61404,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61402\/revisions\/61404"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}