{"id":68211,"date":"2019-03-28T23:12:40","date_gmt":"2019-03-28T23:12:40","guid":{"rendered":"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=68211"},"modified":"2019-03-28T23:12:40","modified_gmt":"2019-03-28T23:12:40","slug":"coluna-fernando-calmon-exportar-e-crucial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-exportar-e-crucial\/","title":{"rendered":"Coluna Fernando Calmon &#8211; EXPORTAR \u00c9 CRUCIAL"},"content":{"rendered":"<p>Como o Brasil poder\u00e1 se inserir no contexto de abertura de mercado que vem sendo prometida pelo ministro da Economia Paulo Guedes? Este foi um dos temas mais debatidos no Congresso Latino-Americano da Ind\u00fastria Automobil\u00edstica, que acaba de ser realizado pela Editora Autodata. H\u00e1 duas frentes imediatas em discuss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos: com\u00e9rcio sem barreiras tarif\u00e1rias com Uni\u00e3o Europeia e com o M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Pelas regras do Mercosul, s\u00f3 o bloco de quatro pa\u00edses (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) pode negociar. Um acordo esteve pr\u00f3ximo no ano passado e a transi\u00e7\u00e3o seria longa, de 10 a 15 anos, at\u00e9 o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o sobre ve\u00edculos passar a ter al\u00edquota zero. Para aumentar as incertezas, o novo governo brasileiro estuda alternativas, entre elas um acerto direto com os europeus. Seria um s\u00e9rio rev\u00e9s para o Mercosul que, depois de 24 anos, nem ao menos conseguiu se estabelecer como zona de livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>No entanto, o Brasil se entendeu, h\u00e1 pouco mais de uma semana, com o M\u00e9xico. Ao contr\u00e1rio do regime vigente no Mercosul (para cada d\u00f3lar importado por um pa\u00eds, 1,5 d\u00f3lar pode ser exportado para o outro), passou a vigorar o livre com\u00e9rcio, sem cotas ou impostos alfandeg\u00e1rios. Os mexicanos hoje produzem mais que o Brasil e ainda receberam grandes investimentos de marcas europeias e asi\u00e1ticas. Significa que v\u00e1rios modelos, inclusive de marcas premium, \u00a0poderiam chegar aos portos por pre\u00e7os bastante competitivos, pois os custos de fabrica\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico s\u00e3o de 20% a 25% menores que os daqui.<\/p>\n<p>Pablo Di Si, presidente da Volkswagen no Brasil, lembrou durante o congresso um ponto importante. O n\u00edvel de componentes realmente produzidos no M\u00e9xico \u00e9 baixo. Para exportar, agora livremente para c\u00e1, pelo menos 40% das pe\u00e7as precisariam ser de origem mexicana. E isso est\u00e1 dif\u00edcil de comprovar, pois eles se beneficiam de componentes bem mais baratos, importados em altos volumes de v\u00e1rios pa\u00edses, em especial dos EUA. Aqui, ao contr\u00e1rio, a ind\u00fastria de autope\u00e7as tem forte presen\u00e7a, mas enfrenta o penoso custo Brasil.<\/p>\n<p>O presidente da GM Am\u00e9rica do Sul, Carlos Zarlenga, apontou as distor\u00e7\u00f5es ao comparar pre\u00e7os. Exclu\u00eddos os impostos, aqui e no exterior, o Brasil apresenta valores menores. Ser\u00edamos, ent\u00e3o, competitivos para exportar, mas isso deixa de ocorrer porque n\u00e3o h\u00e1 desonera\u00e7\u00e3o total quando se vende ao exterior, como outros pa\u00edses o fazem. Com exporta\u00e7\u00f5es maiores, escala de produ\u00e7\u00e3o subiria e cairiam custos internos. Isso o M\u00e9xico faz muito melhor que o Brasil.<\/p>\n<p>Um programa s\u00e9rio de exporta\u00e7\u00e3o teria de come\u00e7ar com a total retirada de tributos, sem gerar cr\u00e9ditos que se acumulam, como os do ICMS. S\u00f3 no Estado de S\u00e3o Paulo as fabricantes t\u00eam entre R$ 6 bilh\u00f5es e R$ 7 bilh\u00f5es a receber. Tamb\u00e9m seria necess\u00e1rio aumentar o conte\u00fado tecnol\u00f3gico (comprando e vendendo, de e para o exterior, isento de impostos), a produtividade nas f\u00e1bricas e, claro, investir muito, mas muito mesmo, em infraestrutura.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds precisa abrir sua economia. Mas sem um processo ordenado e simult\u00e2neo de aumento de competitividade da ind\u00fastria e do setor de servi\u00e7os, isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>ALTA RODA<\/strong><\/p>\n<p><strong>ONIX<\/strong> passa a ser nome mundial em compactos da GM, inclusive na China. Haver\u00e1 cinco silhuetas: hatch, sed\u00e3, SUV (Tracker), monovolume (Spin) e picape (Montana). Prisma poder\u00e1 se chamar Onix sed\u00e3, vai crescer e ocupar o lugar do Cobalt. Coluna antecipa in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o em Gravata\u00ed (RS): setembro e novembro deste ano, sed\u00e3 e hatch, respectivamente. No mercado, 30 dias depois.<\/p>\n<p><strong>OITAVA<\/strong> gera\u00e7\u00e3o do Porsche 911 chega em maio ao Brasil. Carrera S, R$ 679.000 e 4S (tra\u00e7\u00e3o 4&#215;4), R$ 719.000. Pot\u00eancia (450 cv) e torque (54 kgfm) subiram. Em dirigibilidade surpreende: ainda melhor em curvas. Apesar de mais largo e usar rodas de 20 pol. de di\u00e2metro na frente e 21 pol. atr\u00e1s, massa diminuiu 24 kg. Eletroassist\u00eancia melhorou resposta do pedal de freio.<\/p>\n<p><strong>PRIMAZIA<\/strong> mundial do novo 911, detec\u00e7\u00e3o de pista molhada por meio de microfones nas caixas de rodas reprograma par\u00e2metros de desempenho. Linhas est\u00e3o ainda mais harm\u00f4nicas: teto em angula\u00e7\u00e3o pronunciada, ma\u00e7anetas das portas embutidas, desenho do defletor atr\u00e1s e fina faixa luminosa unindo as lanternas traseiras. Interior, foi todo renovado.<\/p>\n<p><strong>JEEP<\/strong> Renegade Limited recebeu retoques frontais com inspira\u00e7\u00e3o moderna no utilit\u00e1rio original dos anos 1940. Boa evolu\u00e7\u00e3o foi o para-choque dianteiro igual ao da vers\u00e3o 4&#215;4 a fim de aumentar o \u00e2ngulo de entrada, agora compat\u00edvel \u00e0 proposta do modelo. Antes raspava facilmente em lombadas e valetas. Nova tela multim\u00eddia ficou bem melhor que a anterior.<\/p>\n<p><strong>BURACOS<\/strong> de todos os tipos e tamanhos em ruas e at\u00e9 em estradas infernizam a vida dos brasileiros. Depois das fortes chuvas de ver\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o piorou. A ponto de a Dunlop relembrar que, desde 2015, oferece garantia de reposi\u00e7\u00e3o de pneus danificados de forma irrevers\u00edvel, quando vendidos na sua rede autorizada. Verdadeiro seguro contra irresponsabilidade dos governos.<\/p>\n<p><strong>Contatos do autor<\/strong>: fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com\/fernando.calmon2<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o Brasil poder\u00e1 se inserir no contexto de abertura de mercado que vem sendo prometida pelo ministro da Economia Paulo Guedes? 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