{"id":79749,"date":"2021-08-05T16:51:13","date_gmt":"2021-08-05T19:51:13","guid":{"rendered":"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=79749"},"modified":"2021-08-06T11:30:59","modified_gmt":"2021-08-06T14:30:59","slug":"coluna-fernando-calmon-vw-investe-em-etanol-como-alternativa-aos-eletricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-vw-investe-em-etanol-como-alternativa-aos-eletricos\/","title":{"rendered":"Coluna Fernando Calmon | VW INVESTE EM ETANOL COMO ALTERNATIVA AOS EL\u00c9TRICOS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-79188 size-large\" src=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920-1024x480.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920-1024x480.jpg 1024w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920-300x141.jpg 300w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920-768x360.jpg 768w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920-1536x720.jpg 1536w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920-624x293.jpg 624w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/USO-ETANOL-1920.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Op\u00e7\u00e3o por ve\u00edculos leves e pesados el\u00e9tricos est\u00e1 tra\u00e7ada em n\u00edvel mundial. Por\u00e9m, existe desarmonia quanto a prazos e regi\u00f5es do planeta nas quais essa tecnologia, conhecida h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, avance e se torne dominante. O pre\u00e7o das baterias precisa cair e depender menos de mat\u00e9rias-primas met\u00e1licas. Pilhas a hidrog\u00eanio sujeitam-se a fatores ainda por demonstrar viabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>\u00c9 desconfort\u00e1vel saber que j\u00e1 se pretende iniciar pesquisa para obten\u00e7\u00e3o de l\u00edtio no fundo do mar. E que as reservas terrestres deste metal est\u00e3o concentradas em poucos pa\u00edses. N\u00edquel tamb\u00e9m \u00e9 estrat\u00e9gico para produ\u00e7\u00e3o de baterias.\u00a0 A americana Tesla, que alcan\u00e7ou sucesso produzindo apenas autom\u00f3veis el\u00e9tricos, tratou de se garantir ao assinar agora um contrato de fornecimento de n\u00edquel com a mineradora australiana BHP. Haver\u00e1 l\u00edtio e n\u00edquel para todos? Sobram d\u00favidas.<\/p>\n<p>Para o Brasil, no entanto, h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es alternativas gra\u00e7as ao etanol. Essa op\u00e7\u00e3o inclui a \u00cdndia que pode se transformar no terceiro maior mercado mundial de ve\u00edculos em poucos anos. Na coluna de 26 de junho fiz refer\u00eancia \u00e0 informa\u00e7\u00e3o da consultoria GlobalData que antecipou a defini\u00e7\u00e3o do governo indiano em aumentar o mercado local para etanol, incluindo motores flex.<\/p>\n<p>Agora o Grupo Volkswagen encarregou a filial brasileira de desenvolver e exportar tecnologias para utilizar a energia limpa e renov\u00e1vel de biocombust\u00edveis, tendo como refer\u00eancia o etanol de cana-de-a\u00e7\u00facar. O Pa\u00eds \u00e9 um dos poucos com quatro condicionantes simult\u00e2neas para produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola: extens\u00e3o territorial, \u00e1rea agricult\u00e1vel, sol e \u00e1gua. Hoje, ocupa apenas 40% de sua \u00e1rea agricult\u00e1vel total. Cana representa 12% da superf\u00edcie plantada atual do Brasil.<\/p>\n<p>O Centro de Tecnologia Canavieira, em Piracicaba (SP), prev\u00ea avan\u00e7os firmes em novas variedades, incluindo transgenia e sementes artificiais para alavancar a produtividade dos canaviais nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Pablo Di Si, presidente e CEO da VW Am\u00e9rica Latina, prop\u00f4s ao conselho da empresa na Alemanha que os centros de engenharia de S\u00e3o Bernardo do Campo e S\u00e3o Carlos, no Estado de S\u00e3o Paulo, liderassem o desenvolvimento de motores flex e aplica\u00e7\u00f5es h\u00edbridas. \u201c\u00c9 uma estrat\u00e9gia complementar aos carros 100% el\u00e9tricos e aplic\u00e1vel em mercados emergentes onde os governos n\u00e3o t\u00eam como subsidiar os compradores ou investir muito na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade e infraestrutura de recarga de baterias\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>H\u00e1 expectativas de outros fabricantes seguirem esse caminho. Desde o advento dos motores flex em 2003 (VW Gol), o esfor\u00e7o de engenharia focou mais em motores a gasolina que <em>tamb\u00e9m<\/em> podem utilizar o etanol. \u00c9 poss\u00edvel agora investir para que o combust\u00edvel vegetal melhore desempenho e consumo em rela\u00e7\u00e3o ao derivado de petr\u00f3leo com investimento maior em pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva projeta que em 2030 um autom\u00f3vel h\u00edbrido a etanol deve emitir, no ciclo do po\u00e7o \u00e0 roda, apenas 14 gramas de CO2 equivalente por km. Praticamente igual a um ve\u00edculo el\u00e9trico de hoje se fosse poss\u00edvel obter gera\u00e7\u00e3o 100% de energia limpa, da qual ainda se est\u00e1 distante na Europa, EUA e China.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ALTA RODA<\/strong><\/p>\n<p><strong>MERCADO<\/strong> de ve\u00edculos leves e pesados continuou com o mesmo cen\u00e1rio de alta procura e baixa oferta em julho. Segundo a Fenabrave, a m\u00e9dia di\u00e1ria de vendas no m\u00eas passado \u2013 7.900 unidades \u2013 caiu 9% em rela\u00e7\u00e3o a junho, afastando-se das 10.000 unidades\/dia que seriam o m\u00ednimo esperado para meados do ano. Em 2021 foram emplacadas 1.249.463 unidades at\u00e9 julho. Embora represente crescimento de 27% em rela\u00e7\u00e3o aos sete primeiros meses de 2020, est\u00e1 longe de se igualar ao ano pr\u00e9-pandemia de 2019.<\/p>\n<p><strong>PRIMEIRAS<\/strong> unidades do Fiat 500e, terceira gera\u00e7\u00e3o do subcompacto italiano, ser\u00e3o entregues em setembro. Agora s\u00f3 dispon\u00edvel na vers\u00e3o el\u00e9trica por R$ 239.990, exatamente o mesmo pre\u00e7o do cong\u00eanere Mini Cooper S E de entrada. O hatch de duas portas ganhou espa\u00e7o interno, mas manteve o volume do porta-malas em 185 litros do <em>500<\/em> anterior. Motor entrega 118 cv e 22,4 kgf.m. Tempo de recarga: 4 a 14 horas e com supercarregador 80% da carga total em 35 minutos. Previs\u00e3o de venda: 30 unidades\/m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>QUEM<\/strong> aprecia um SUV grande e disp\u00f5e de R$ 722.545 tem no Mercedes-Benz GLE 400 D uma das melhores op\u00e7\u00f5es. \u00c9 t\u00e3o suave e silencioso que, ao dirigir, os menos avisados pensar\u00e3o logo em motor a gasolina. Mas o torque monumental de 71,4 kgf.m a apenas 1.200 rpm n\u00e3o deixa d\u00favida: \u00e9 um Diesel moderno. Pot\u00eancia do 6-em-linha: 330 cv. Tamb\u00e9m impressionam as duas telas de 12,3 pol. formando um plano \u00fanico de quadro de instrumentos e central multim\u00eddia, al\u00e9m dos bancos dianteiros e amplo espa\u00e7o atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>TANTO<\/strong> a Caixa Econ\u00f4mica Federal quanto a Susep (Superintend\u00eancia de Seguros Privados) foram criticadas pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Assessoria \u00e0s V\u00edtimas de Tr\u00e2nsito\u00a0em raz\u00e3o da falta de cumprimento de prazos nos processos de indeniza\u00e7\u00e3o do DPVAT. O chamado seguro obrigat\u00f3rio precisa de uma solu\u00e7\u00e3o final e urgente. Como est\u00e1, n\u00e3o d\u00e1 para continuar.<\/p>\n<p><em><strong>A \u201cColuna Fernando Calmon \u201d \u00e9 de exclusiva responsabilidade do seu autor.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>www.fernandocalmon.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Op\u00e7\u00e3o por ve\u00edculos leves e pesados el\u00e9tricos est\u00e1 tra\u00e7ada em n\u00edvel mundial. 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