{"id":79935,"date":"2021-08-12T16:20:56","date_gmt":"2021-08-12T19:20:56","guid":{"rendered":"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=79935"},"modified":"2021-08-12T16:20:56","modified_gmt":"2021-08-12T19:20:56","slug":"coluna-fernando-calmon-estudo-aponta-caminhos-para-eletrificacao-veicular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-estudo-aponta-caminhos-para-eletrificacao-veicular\/","title":{"rendered":"Coluna Fernando Calmon | ESTUDO APONTA CAMINHOS PARA ELETRIFICA\u00c7\u00c3O VEICULAR"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-79936 size-large\" src=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image-1024x578.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image-1024x578.jpg 1024w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image-768x433.jpg 768w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image-624x352.jpg 624w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Charging-station-hero-image.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Como o Brasil se integrar\u00e1 ao esfor\u00e7o mundial para limitar as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO<sub>2<\/sub>) foi o objetivo de um grande estudo que Anfavea e Boston Consulting Group (BCG) acabam de apresentar. A eletrifica\u00e7\u00e3o tornou-se a sa\u00edda mais objetiva na qual os tr\u00eas grandes polos da ind\u00fastria automobil\u00edstica mundial, China, EUA e Uni\u00e3o Europeia, est\u00e3o empenhados<\/p>\n<p>Estes tr\u00eas representam cerca de 60% das vendas mundiais de ve\u00edculos leves e pesados. Acrescentado o Jap\u00e3o, os pa\u00edses centrais respondem por algo pr\u00f3ximo a dois ter\u00e7os da frota mundial e das emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>. Obviamente, o Pa\u00eds n\u00e3o pode e nem deve ficar de fora deste esfor\u00e7o global. Atender esses objetivos, no entanto, exigem a\u00e7\u00f5es de curto, m\u00e9dio e longo prazos, al\u00e9m de investimentos bastante elevados tanto do governo quanto da pr\u00f3pria ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Dos tr\u00eas cen\u00e1rios montados pelo BCG para 2030 e 2035, o que me parece mais perto da realidade brasileira do ponto vista de ve\u00edculos leves \u00e9 o protagonismo de biocombust\u00edveis no caminho da descarboniza\u00e7\u00e3o. \u00c9 viabilizado por regula\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, frota predominante de autom\u00f3veis flex e ampla infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de etanol.<\/p>\n<p>H\u00e1, entretanto, outra alternativa classificada de cen\u00e1rio de converg\u00eancia global. Neste caso o Brasil alcan\u00e7aria n\u00edvel de eletrifica\u00e7\u00e3o maior e as fabricantes aqui instaladas seguiriam estrat\u00e9gias globais. Para isso seria necess\u00e1rio instalar 150.000 carregadores espalhados pelo Pa\u00eds ao custo hoje estimado de elevados R$ 14 bilh\u00f5es. Ainda assim, em 2035, a frota circulante de ve\u00edculos leves teria 82% com motores s\u00f3 a combust\u00e3o e o restante, el\u00e9tricos e h\u00edbridos.<\/p>\n<p>Precisaria saber de onde viria o investimento nos carregadores: do governo, da iniciativa privada, da ind\u00fastria automobil\u00edstica ou do esfor\u00e7o coordenado. Do ponto de vista do consumidor n\u00e3o se trata apenas de localiza\u00e7\u00e3o f\u00e1cil em ruas e estradas, mas do tempo de recarga. J\u00e1 se observou, principalmente nos EUA, certo grau de rejei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se sabe ainda o reflexo nas vendas futuras de el\u00e9tricos pelo desconforto da espera m\u00ednima de 30 minutos, isso nos pontos de recarga de alta pot\u00eancia, para recuperar 80% do alcance declarado.<\/p>\n<p>O estudo re\u00fane grandes m\u00e9ritos pois pode servir de refer\u00eancia para o governo federal implantar a\u00e7\u00f5es de est\u00edmulo que, j\u00e1 se sabe, ser\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1rias quanto dif\u00edceis de enquadrar no apertado or\u00e7amento federal. As condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais dificultam a cria\u00e7\u00e3o de subs\u00eddio direto ao comprador de um ve\u00edculo 100% el\u00e9trico ou h\u00edbrido recarreg\u00e1vel em tomada, como acontece hoje e continuar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos em pa\u00edses centrais.<\/p>\n<p>A cultura governamental de taxar ve\u00edculos leves muito acima da m\u00e9dia mundial atravessa mais de meio s\u00e9culo. Seria aparentemente simples e faria sentido diminuir essa carga fiscal para combater o aquecimento global. H\u00e1 tamb\u00e9m a alternativa de incentivar a renova\u00e7\u00e3o da frota atual, o que melhoraria muito as emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>. Mas, neste caso, deveria vir tamb\u00e9m a inspe\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica veicular pelo menos nos principais centros urbanos do Pa\u00eds. Coragem pol\u00edtica para esta provid\u00eancia \u00e9 dif\u00edcil de acreditar.<\/p>\n<p><strong>ALTA RODA<\/strong><\/p>\n<p><strong>ESCASSEZ<\/strong> mundial de semicondutores permanece e h\u00e1 grande impacto na produ\u00e7\u00e3o brasileira de ve\u00edculos. Anfavea estima 120.000 unidades perdidas at\u00e9 agora. Isso explica os estoques totais de apenas 15 dias, menor volume desde 1999 quando come\u00e7aram a ser calculados. As matrizes das f\u00e1bricas continuam direcionando as pe\u00e7as para mercados mais rent\u00e1veis, que n\u00e3o parece ser o caso do Brasil. Cen\u00e1rio deve mudar no primeiro trimestre de 2022, mas h\u00e1 previs\u00f5es de normaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 em meados do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p><strong>BMW<\/strong> <strong>S\u00c9RIE<\/strong> 3 domina com 70% de participa\u00e7\u00e3o no segmento de sed\u00e3s m\u00e9dio-grandes. Uma das raz\u00f5es \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o no Brasil (95% das vendas) e outra sua not\u00e1vel qualidade din\u00e2mica: precis\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o e atitude em curvas (50% de peso em cada eixo). Na linha 2022 adotou, finalmente, o Android Auto sem fio, mas o carregador por indu\u00e7\u00e3o tem pouca pot\u00eancia. Para desempenho \u00e9 melhor usar o modo de condu\u00e7\u00e3o Sport porque os 184 cv do turbo flex t\u00eam que lidar com 1.460 kg em ordem de marcha.<\/p>\n<p><strong>VERS\u00c3O<\/strong> el\u00e9trica do SUV m\u00e9dio T60 Plus, o E-JS4 amplia a escalada da JAC nesse mercado de nicho. Pre\u00e7o: R$ 249.990 ou 50% mais que o modelo convencional. No entanto, o el\u00e9trico oferece equipamentos adicionais como c\u00e2meras traseira e de vis\u00e3o 360 graus, far\u00f3is de neblina, teto solar panor\u00e2mico e banco do motorista el\u00e9trico. Pot\u00eancia, 150 cv, torque 34,7 kgf.m e acelera\u00e7\u00e3o de 0 a 100 km\/h em 7,5 s.<\/p>\n<p><strong>MOTOCICLETAS<\/strong> e at\u00e9 bicicletas j\u00e1 podem contar com chamada de emerg\u00eancia em acidentes. Anunciado agora pela Bosch, na Alemanha, o algoritmo inteligente de colis\u00e3o e sensores de acelera\u00e7\u00e3o do controle de estabilidade permitem, por meio de smartphone, transmitir informa\u00e7\u00f5es aos servi\u00e7os de socorro. Se a moto n\u00e3o tiver um sistema de detec\u00e7\u00e3o de colis\u00e3o ou queda instalado permanentemente, dados do sensor do smartphone s\u00e3o usados\u00a0\u200b\u200bpara iniciar a comunica\u00e7\u00e3o emergencial.<\/p>\n<p><strong><em>A \u201cColuna Fernando Calmon \u201d \u00e9 de exclusiva responsabilidade do seu autor.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>www.fernandocalmon.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o Brasil se integrar\u00e1 ao esfor\u00e7o mundial para limitar as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2) foi o objetivo de um grande estudo que Anfavea e Boston Consulting Group (BCG)&#8230; <a class=\"read-more-link\" href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-estudo-aponta-caminhos-para-eletrificacao-veicular\/\">Read more &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":79936,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[73,6010,48],"tags":[10658],"class_list":["post-79935","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-altaroda","category-colunas","category-noticias","tag-coluna-fernando-calmon"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79935","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79935"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79935\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79937,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79935\/revisions\/79937"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79935"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79935"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79935"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}