{"id":91635,"date":"2024-09-20T07:50:13","date_gmt":"2024-09-20T10:50:13","guid":{"rendered":"http:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=91635"},"modified":"2024-09-20T09:51:14","modified_gmt":"2024-09-20T12:51:14","slug":"coluna-fernando-calmon-desvalorizacao-de-eletricos-usados-impactam-no-crescimento-de-vendas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-desvalorizacao-de-eletricos-usados-impactam-no-crescimento-de-vendas\/","title":{"rendered":"Coluna Fernando Calmon | Desvaloriza\u00e7\u00e3o de el\u00e9tricos usados impactam no crescimento de vendas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-91636 size-large\" src=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada-1024x581.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada-1024x581.jpg 1024w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada-300x170.jpg 300w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada-768x436.jpg 768w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada-624x354.jpg 624w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Fila-eletrico-redimensionada.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O comportamento do mercado quando uma nova tecnologia come\u00e7a a se desenvolver, costuma enfrentar percal\u00e7os que n\u00e3o podem ser previstos com facilidade em sua dura\u00e7\u00e3o e alcance. Isso se repete agora no Brasil em rela\u00e7\u00e3o aos carros 100% el\u00e9tricos na comercializa\u00e7\u00e3o de modelos usados. Comprar por impulso levou uma primeira leva de clientes a ter frustra\u00e7\u00f5es com a recarga de baterias em estradas e colocar o carro \u00e0 venda sem encontrar interessados. O resultado foi uma forte desvaloriza\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o de mercado.<\/p>\n<p>Uma segunda onda ocorreu com a chegada dos el\u00e9tricos chineses. Seus pre\u00e7os bem abaixo do mercado levaram a uma previs\u00edvel e s\u00fabita desvaloriza\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos usados de todas as marcas. Para contornar a eleva\u00e7\u00e3o do imposto de importa\u00e7\u00e3o houve antecipa\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o e altos estoques destes ve\u00edculos. Uma \u201cinvas\u00e3o\u201d de marcas chinesas com pre\u00e7os baixos levaram \u00e0 atual onda de supertaxa\u00e7\u00e3o tanto nos EUA quanto na Europa.<\/p>\n<p>Em recente reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do portal Webmotors, Eduardo Jucevic, informou que a desvaloriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ao longo deste ano de modelos el\u00e9tricos atingiu 12% contra 2,2% de carros convencionais. E acrescentou que o tempo m\u00e9dio para venda \u00e9 26% maior em rela\u00e7\u00e3o a modelos h\u00edbridos ou com motores s\u00f3 a combust\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na Europa e nos EUA os compradores resolveram esperar os pre\u00e7os dos el\u00e9tricos recuarem e isso tamb\u00e9m levou \u00e0 demanda em baixa. Por fim, o interesse redobrou por outras solu\u00e7\u00f5es com a consequente mudan\u00e7a de rumo de v\u00e1rios fabricantes em dire\u00e7\u00e3o a h\u00edbridos e h\u00edbridos plug\u00e1veis. Estes \u00faltimos atraem quem deseja viajar sem se preocupar com postos de recarga.<\/p>\n<p><strong><em>Porsche 911 Turbo: meio s\u00e9culo de exist\u00eancia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Motor de combust\u00e3o interna, ciclo Otto, superalimentado por turbocompressor n\u00e3o foi primazia da Porsche. Em 1962 o Chevrolet Corvair (n\u00e3o confundir com Corvette) apareceu com esta novidade, j\u00e1 utilizada bem antes em motores de ciclo Diesel. Era uma unidade motriz de seis cilindros horizontais, opostos tr\u00eas a tr\u00eas, arrefecida a ar, 2,4 litros e apenas 151 cv. No entanto, a iniciativa n\u00e3o deu certo. A GM insistiu e lan\u00e7ou o Oldsmobile Toronado, em 1966, com um V-8 turbo, logo abandonado. Tamb\u00e9m houve tentativa da BMW, em 1973, no sed\u00e3 2002 Turbo e retirado de linha dois anos depois.<\/p>\n<p>Coube ao 911 em 1974, no Sal\u00e3o de Paris, insistir na solu\u00e7\u00e3o. A Porsche costuma afirmar que foi o primeiro motor turbo em autom\u00f3veis de rua que deu certo. Inspira\u00e7\u00e3o veio dos monstruosos (no bom sentido) modelos de competi\u00e7\u00e3o 917\/10 e 917\/30 do in\u00edcio dos anos 1970. As vers\u00f5es mais potentes, de 12 cilindros horizontais opostos seis a seis e tamb\u00e9m arrefecidos a ar, entregavam inacredit\u00e1veis 1.085 cv para corridas curtas da S\u00e9rie Can-Am, disputadas no Canad\u00e1 e EUA, entre 1966 e 1974.<\/p>\n<p>O primeiro modelo batizado apenas de Porsche Turbo (930, no jarg\u00e3o interno) tinha um seis-cilindros horizontais opostos tr\u00eas a tr\u00eas, arrefecidos a ar, 3-litros, 260 cv, 35 kgf\u00b7m, arrancava de 0 a 100 km\/h em espantosos (para a \u00e9poca) 5,2 s e velocidade m\u00e1xima de 250 km\/h.<\/p>\n<p>Passou meio s\u00e9culo de sua estreia e a maioria dos motores de ciclo Otto atuais utilizam a mesma solu\u00e7\u00e3o Turbo, at\u00e9 em modelos de entrada de baixo pre\u00e7o. S\u00f3 que o 911 Turbo continua a impressionar como poucos modelos superesportes no mundo, j\u00e1 com arrefecimento a l\u00edquido, desde 1996. O motor atual biturbo, tamb\u00e9m seis-cilindros horizontais, 3,7 litros, 650 cv e 81,6 kgf\u00b7m, acelera de 0 a 100 km\/h em estonteantes 2,7 s e velocidade m\u00e1xima de 330 km\/h.<\/p>\n<p><strong><em>Pre\u00e7os competitivos para o Peugeot 208 2025<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Reestiliza\u00e7\u00e3o para o ano modelo 2025 do hatch 208 marcou tamb\u00e9m o fim de linha para o motor EC5 de 1,6 L de aspira\u00e7\u00e3o natural da pr\u00f3pria Peugeot. N\u00e3o havia mesmo porque mant\u00ea-lo em raz\u00e3o das novas exig\u00eancias de emiss\u00f5es e consumo, tendo \u00e0 m\u00e3o as unidades mais modernas da Fiat e tudo sob o mesmo chap\u00e9u da Stellantis. Os motores de 1 litro s\u00e3o de aspira\u00e7\u00e3o natural ou turbo, sem altera\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia e torque, em rela\u00e7\u00e3o aos aplicados nos Fiat.<\/p>\n<p>O compacto franc\u00eas, produzido apenas em El Palomar, Argentina, recebeu modesta atualiza\u00e7\u00e3o visual concentrada na parte dianteira: luzes DRL de LED em forma de &#8220;garra de le\u00e3o&#8221; (antes eram &#8220;dentes de sabre&#8221;), mudan\u00e7as sutis na grade e para-choque e o novo logotipo da marca que estreou no 2008. A vers\u00e3o b\u00e1sica com c\u00e2mbio manual Fiat de cinco marchas parte de um pre\u00e7o competitivo de R$ 76.999 e n\u00e3o recebeu essas mudan\u00e7as. Por\u00e9m ficou R$ 15.000 mais em conta que o modelo 2024, igualando-se ao valor do C3 b\u00e1sico, fabricado no Brasil, embora este tenha apenas dois airbags e o 208, quatro.<\/p>\n<p>Atr\u00e1s as modifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o ainda mais sutis. As lanternas agora t\u00eam elementos horizontais, o que d\u00e1 (apenas) sensa\u00e7\u00e3o de maior largura, que permanece igual. No interior mudou somente a interface da central multim\u00eddia de 10 pol.<\/p>\n<p>Entre as outras tr\u00eas vers\u00f5es volta a GT, id\u00eantico mecanicamente \u00e0 vers\u00e3o Allure, e os pre\u00e7os v\u00e3o de R$ 88.999 a R$ 114.990.<\/p>\n<p><strong><em>Pirelli e Bosch integram pneus aos sistemas de seguran\u00e7a<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Pela primeira vez um fabricante de pneus e de autope\u00e7as juntam-se para ampliar sinergias e desenvolver recursos eletr\u00f4nicos de seguran\u00e7a ativa para autom\u00f3veis. O objetivo \u00e9 integrar sensores internos nos pneus desenvolvidos pela Pirelli aos dispositivos da Bosch. Estes, atualmente, j\u00e1 monitoram press\u00e3o dos pneus dentro de um escopo mais amplo que a empresa alem\u00e3 chama de Sistemas Microeletromec\u00e2nicos ou MEMS, na sigla em ingl\u00eas<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 coletar, processar e transmitir outros dados sobre pneus em tempo real, n\u00e3o limitados somente \u00e0 press\u00e3o interna. Para fornecer par\u00e2metros ao sistema de controle eletr\u00f4nico do ve\u00edculo, utiliza-se o BLE (sigla em ingl\u00eas para Baixa Energia via Bluetooth) j\u00e1 desenvolvido pela Bosch.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Pirelli j\u00e1 aplicou seus sensores internos de pneus em atua\u00e7\u00e3o conjunta com a fabricante de hipercarros Pagani, do argentino naturalizado italiano Hor\u00e1cio Pagani. Este fundou a empresa em 1992 na cidade italiana de Modena, a mesma onde s\u00e3o fabricados os Ferrari. O modelo escolhido foi <em>roadster<\/em> Utopia, de 860 cv e velocidade m\u00e1xima de 380 km\/h!<\/p>\n<p><strong><em>Spin tem visual melhorado, mas ainda falta pot\u00eancia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Praticamente o \u00fanico monovolume que resistiu ao avan\u00e7o do SUVs no mercado, o Spin apresenta agora um estilo mais atual e de acordo com o restante da linha Chevrolet. Cap\u00f4 alto, far\u00f3is divididos em dois n\u00edveis, grade em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es, novas rodas de 16 pol. com pneus 205\/60 e lanternas traseiras redesenhadas tornaram seu estilo mais atual desde seu lan\u00e7amento em 2012.<\/p>\n<p>A fim de se aproximar do figurino SUV recebeu arcos pl\u00e1sticos nas caixas de rodas e rack de teto, al\u00e9m de v\u00e3o livre do solo elevado em 16 mm. Dimens\u00f5es externas: comprimento, 4.420 mm; entre-eixos, 2.620 mm; largura, 1.768 mm e altura, 1.699 mm. A fabricante tamb\u00e9m teve o cuidado de alargar as bitolas dianteira (1.503 mm) e traseira (1.509 mm) para compensar a altura de rodagem que alterou o centro de gravidade e assim manter o equil\u00edbrio do carro. Os aumentos de bitolas foram pelas rodas em vez de altera\u00e7\u00f5es na suspens\u00e3o. Porta-malas destaca-se com 553 L e mesmo na vers\u00e3o de sete lugares ainda h\u00e1 162 L.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as maiores foram no interior, que inclu\u00edram novo quadro de instrumentos digital, tela multim\u00eddia de 8 pol., acabamento geral melhorado e novos porta-objetos nas laterais de portas. H\u00e1 sa\u00eddas de ar-condicionado para o banco traseiro, onde tr\u00eas adultos t\u00eam bom espa\u00e7o nas tr\u00eas dimens\u00f5es e ainda contam com regulagem longitudinal. Tamb\u00e9m houve atualiza\u00e7\u00e3o nos itens de seguran\u00e7a ativa: frenagem aut\u00f4noma de emerg\u00eancia, o sempre \u00fatil indicador de dist\u00e2ncia do carro da frente, c\u00e2mera de r\u00e9 e os alertas de colis\u00e3o, ponto cego e de sa\u00edda de faixa. S\u00e3o seis airbags. Para o celular h\u00e1 carregador por indu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns sen\u00f5es sobre ergonomia interna: posi\u00e7\u00e3o de regulagem dos espelhos na coluna dianteira, bot\u00e3o de volume da multim\u00eddia, volante sem regulagem de dist\u00e2ncia e bot\u00f5es de destravamento das portas mal posicionados no console.<\/p>\n<p>O motor 1,8 L flex de aspira\u00e7\u00e3o natural continua com 111 (E)\/106 (G) cv e 17,7 (E)\/16,8 (G) kgf\u00b7m, por\u00e9m a f\u00e1brica indica diminui\u00e7\u00e3o de consumo de at\u00e9 11%. A massa em ordem de marcha 1.292 kg limita o desempenho do Spin, especialmente em ultrapassagens na estrada, e mesmo no uso urbano ainda falta f\u00f4lego ao ser exigido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O comportamento do mercado quando uma nova tecnologia come\u00e7a a se desenvolver, costuma enfrentar percal\u00e7os que n\u00e3o podem ser previstos com facilidade em sua dura\u00e7\u00e3o e alcance. 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