{"id":95218,"date":"2025-08-15T10:33:24","date_gmt":"2025-08-15T13:33:24","guid":{"rendered":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/?p=95218"},"modified":"2025-08-15T10:33:49","modified_gmt":"2025-08-15T13:33:49","slug":"coluna-fernando-calmon-l-gm-e-hyundai-desenvolverao-compactos-com-acordo-inedito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-l-gm-e-hyundai-desenvolverao-compactos-com-acordo-inedito\/","title":{"rendered":"Coluna Fernando Calmon l GM e Hyundai desenvolver\u00e3o  compactos com acordo in\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-95219 size-large\" src=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai-624x351.jpg 624w, https:\/\/revistatorque.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/GM-Hyundai.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Trata-se de uma mudan\u00e7a de peso. Para a GM em especial, pois o atual Onix \u00e9 um projeto nascido na China em parceira com a SAIC em 2016 e concretizado a partir de 2018 com os atuais hatch e sed\u00e3 compactos e o SUV compacto Tracker. Arquitetura foi batizado \u00e0 \u00e9poca de GEM (Mercados Globais Emergentes, na tradu\u00e7\u00e3o da sigla em ingl\u00eas) porque se destinava \u00e0 Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica, \u00c1sia e Oriente M\u00e9dio. Na China e nas outras regi\u00f5es fora da Am\u00e9rica Latina os produtos n\u00e3o tiveram a aceita\u00e7\u00e3o esperada ou nem se concretizaram.<\/p>\n<p>Agora h\u00e1 um novo s\u00f3cio, a Hyundai. Pode ter havido implica\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas, pois a China tornou-se o maior mercado de autom\u00f3veis do mundo, rival de grande peso, e a Coreia do Sul tem mais liga\u00e7\u00f5es com o mundo ocidental. Ser\u00e3o quatro compactos desenvolvidos especificamente para a Am\u00e9ricas do Sul e Central: hatch, sed\u00e3, SUV e picape. A Hyundai responder\u00e1 por estes quatro modelos, mas o projeto final seguir\u00e1 independente para cada fabricante com a marca Chevrolet mantendo sua filosofia de estilo.<\/p>\n<p>O acordo prev\u00ea que a GM se responsabilizar\u00e1 por desenvolver uma picape m\u00e9dia, sucessora da atual S10 (Colorado, nos EUA), enquanto a Hyundai desenvolver\u00e1 um furg\u00e3o comercial el\u00e9trico espec\u00edfico para o mercado dos EUA. O primeiro lan\u00e7amento (n\u00e3o especificado) est\u00e1 previsto para 2028, ou seja, os tr\u00eas anos comuns em projetos de produtos novos.<\/p>\n<p>Interessante notar que a assinatura do contrato inicial entre as partes foi em setembro de 2024 e j\u00e1 em agosto deste ano o acordo estava sacramentado. Haver\u00e1 \u201cpotenciais colabora\u00e7\u00f5es\u201d para incluir motores a combust\u00e3o, h\u00edbridos, ve\u00edculos el\u00e9tricos a bateria (VEB) e pilha a combust\u00edvel (Fuel Cell, em ingl\u00eas) de hidrog\u00eanio. A GM chegou a anunciar nos EUA, mas voltou atr\u00e1s, a prioridade absoluta para VEB. Agora continuar\u00e1 a desenvolver alternativas por per\u00edodo em aberto.<\/p>\n<p>Hyundai acrescentou que a escala combinada das duas marcas nas Am\u00e9rica do Norte e do Sul permitir\u00e1 atender com mais efici\u00eancia \u00e0s demandas dos consumidores.<\/p>\n<p><strong><em>Anfavea: mercado crescer\u00e1 menos em 2025<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros agora em agosto foram revistos para baixo. A associa\u00e7\u00e3o dos fabricantes previa crescimento de 6,3% sobre 2024 em uma primeira proje\u00e7\u00e3o feita no final do ano passado. Agora, reviu para 5% e coincidentemente o mesmo percentual divulgado pela Fenabrave. Mesmo com o programa Carro Sustent\u00e1vel que resultou em aumento de vendas no varejo de 16,7% em julho sobre junho apesar da limita\u00e7\u00e3o a pouco modelos, outros fatores contracionistas mant\u00eam-se. O principal \u00e9 a elevada taxa b\u00e1sica de juros Selic de 15% ao ano que sinaliza o Cr\u00e9dito Direto ao Consumidor.<\/p>\n<p>As vendas de autom\u00f3veis e ve\u00edculos comerciais leves e pesados podem atingir 2,765 milh\u00f5es de unidades este ano. Mais de um milh\u00e3o abaixo do recorde de 3,802 milh\u00f5es em 2012, alcan\u00e7ado por incentivos fiscais e alta demanda reprimida. \u00c9 bom relembrar que o Brasil j\u00e1 ocupou o quarto lugar entre os maiores mercados mundiais de ve\u00edculos e agora est\u00e1 na sexta posi\u00e7\u00e3o. Hoje o m\u00e1ximo que o pa\u00eds pode almejar \u00e9 a quinta coloca\u00e7\u00e3o, se ultrapassar a Alemanha, pois a \u00cdndia (atual quarta colocada) mant\u00e9m-se em firme crescimento.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es, mais uma vez puxadas pela Argentina, \u00e9 que v\u00e3o garantir o n\u00edvel de empregos. Anfavea havia previsto que as vendas ao exterior iriam subir este ano apenas 7,5%, todavia j\u00e1 revisou para um robusto avan\u00e7o de 38,4%.<\/p>\n<p>Quanto ao Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel, de 22 a 30 de novembro pr\u00f3ximos, 30 marcas est\u00e3o confirmadas, embora uma parte esteja representada por um clube de supercarros e duas de ve\u00edculos de duas rodas.<\/p>\n<p>Em julho o perfil de vendas pouco se alterou: gasolina, 4,7%; el\u00e9tricos, 3% (eram 2,9% em junho); h\u00edbridos, 4,4%; h\u00edbridos plug\u00e1veis, 3,4%; diesel, 9,7% e flex, 74,6%.<\/p>\n<p><strong><em>Toro 2026 evolui em estilo e equipamentos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Depois de nove anos no mercado, a picape m\u00e9dia recebeu mudan\u00e7as estil\u00edsticas de maior peso. A frente ganhou mais aten\u00e7\u00e3o pela grade de linha verticais, para-choque com sa\u00eddas de ar nas extremidades e nova chapa de deslizamento (<em>skidplate<\/em>). Atr\u00e1s, lanternas, para-choque e ma\u00e7aneta de abertura da tampa da ca\u00e7amba bipartida lateralmente foram atualizadas. Novas rodas diamantadas de 18 pol. est\u00e3o na Volcano (na Endurance, 17 pol.), uma das seis vers\u00f5es dispon\u00edveis e todas com pormenores visuais exclusivos.<\/p>\n<p>O interior recebeu alavanca de c\u00e2mbio redesenhada e freio de estacionamento eletromec\u00e2nico com fun\u00e7\u00f5es de imobiliza\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o autom\u00e1ticas nas paradas (<em>auto-hold<\/em>). No banco traseiro h\u00e1 novas portas USB, do tipo A e C, mas o espa\u00e7o \u00e9 limitado pelo entre-eixos. A Volcano oferece um pacote opcional, que inclui central multim\u00eddia vertical de 10\u201d e sistemas avan\u00e7ados de assist\u00eancia ao motorista (Adas, em ingl\u00eas) j\u00e1 oferecido antes. Mecanicamente, a novidade s\u00e3o os freios traseiros a disco, que faziam falta na vers\u00e3o de motor mais potente.<\/p>\n<p>O 1,3 L, turbo flex, 176 cv e 27,5 kgf\u00b7m (com etanol ou gasolina e perda de 9 cv em raz\u00e3o do Proconve L8) equipa as vers\u00f5es Endurance, Freedom, Volcano e Ultra. O MultiJet 2.2 Turbodiesel, j\u00e1 havia estreado na Ranch e Volcano, entregando 200 cv e 45,9 kgf\u00b7m com c\u00e2mbio autom\u00e1tico de nove marchas e op\u00e7\u00e3o de reduzida.<\/p>\n<p>No contato inicial, o motor flex destacou-se pela suavidade de funcionamento e boa integra\u00e7\u00e3o com o c\u00e2mbio autom\u00e1tico. Dire\u00e7\u00e3o com assist\u00eancia el\u00e9trica bem calibrada e correta defini\u00e7\u00e3o de centro. O rodar \u00e9 mais suave em rela\u00e7\u00e3o a picapes maiores. Quando a estrada acaba e come\u00e7a a terra, a limita\u00e7\u00e3o da tra\u00e7\u00e3o dianteira aparece. At\u00e9 enfrenta bem esta condi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o conv\u00e9m tentar aventuras mais radicais.<\/p>\n<p>Quanto ao motor diesel h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o muito boa de valores elevados de pot\u00eancia\/torque e o c\u00e2mbio autom\u00e1tico com mais tr\u00eas marchas. A 120 km\/h, o motor trabalha perto das 1.500 rpm, o que contribui para sil\u00eancio a bordo e consumo contido.<\/p>\n<p>Em resumo, a Toro turbo flex \u00e9 uma picape de rodar confort\u00e1vel, ideal para uso urbano e viagens, enquanto a 2.2 Turbodiesel 4&#215;4 melhor para quem quer desempenho, maior alcance e capacidade superior fora de estrada.<\/p>\n<p>Pre\u00e7os: R$ 159.400 a 228.490.<\/p>\n<p><strong><em>Ram 2500 e 3500: linha 2025, mais r\u00e1pidas<\/em><\/strong><\/p>\n<p>As duas picapes pesadas receberam novas grades, far\u00f3is com controle autom\u00e1tico dos fachos altos e luzes traseiras em LED. Para-choque dianteiro tem novas molduras e os far\u00f3is de neblina agora iluminam as curvas. A 2500 recebeu rodas redesenhadas de 18 pol e estribo com acabamento cromado. Dimens\u00f5es e massa continuam impressionantes e exigem CNH de motorista profissional: comprimento, 6.060 mm; entre-eixos, 3.785 mm; largura, 2.120 mm e altura, 2.039 mm. Tanque: 117 L para alcances de 889 km (rodovi\u00e1rio) e 597 km (urbano).<\/p>\n<p>A nova central multim\u00eddia, na posi\u00e7\u00e3o vertical, agora com 14,5 pol. (a maior do segmento). Para o passageiro da frente, na vers\u00e3o Limited Longhorn, h\u00e1 um par de fones de ouvido <em>bluetooth<\/em> e uma tela exclusiva de 10,25 polegadas n\u00e3o vis\u00edvel ao motorista. No console central, dois carregadores sem fio para celulares. S\u00e3o dez os pontos de energia USB (tipos A e C), al\u00e9m de tr\u00eas pontos de corrente alternada de 115 V (dois na cabine e um na ca\u00e7amba). Bancos dianteiros ajust\u00e1veis eletricamente em 10 posi\u00e7\u00f5es. Volante ajust\u00e1vel apenas em altura, contudo h\u00e1 regulagem el\u00e9trica da posi\u00e7\u00e3o dos pedais de acelerador e freio. Sistema de c\u00e2meras permite vis\u00e3o de 360\u00b0 e at\u00e9 da ca\u00e7amba.<\/p>\n<p>Outro destaque das duas picapes: o motor Cummins de 6,7 L turbodiesel, seis cilindros em linha, 436 cv (59 cv a mais) e 148,7 kgf\u00b7m (32 kgf\u00b7m superior). C\u00e2mbio autom\u00e1tico de oito marchas (antes, seis). Ao rodar no novo circuito Raceville, em Brotas (SP), o novo conjunto motriz impressionou pelas respostas vigorosas e n\u00edvel de ru\u00eddo menor que faz diferen\u00e7a em viagens e no uso urbano.<\/p>\n<p>Ram 3500 Limited Longhorn inclui recursos muito \u00fateis para puxar um trailer, condi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m avaliada na pista do aut\u00f3dromo. Al\u00e9m do freio hidr\u00e1ulico acoplado, h\u00e1 um outro el\u00e9trico (pacote \u00e0 parte) apenas nas rodas do reboque que evita pequenos trancos causados por in\u00e9rcia.<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014<wbr \/>\u2014\u2014\u2014\u2014\u2013<span class=\"gmail_default\">\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Coluna Fernando Calmon aborda temas de variado interesse na \u00e1rea automobil\u00edstica: comportamento, mercado, avalia\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos, segredos, t\u00e9cnica, seguran\u00e7a, legisla\u00e7\u00e3o, tecnologia e economia. A coluna semanal \u00e9 reproduzida em mais de 80 sites, portais, jornais e revistas brasileiros. Come\u00e7ou em 1\u00ba de maio de 1999.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014<wbr \/>\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014-<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trata-se de uma mudan\u00e7a de peso. 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