Avaliação – Honda City EXL AT 2009

Fotos: Marcus Lauria

O CarPoint News testou durante uma semana e exatos 200 quilômetros, o sedan compacto premuim Honda City em sua versão mais completa, a EXL com câmbio automático. O City foi lançado em nosso mercado em agosto do ano passado e já está entre os mais vendidos, no equivalente do mês de dezembro entre seus principais concorrentes, com 2.582 unidades, contra 1.745 unidades do Polo Sedan e 1.598 do Peugeot 207 Passion. E ainda vem ameaçando em números de vendas modelos acima de sua categoria como o Chevrolet Vectra (2.086), Fiat Linea (1.589), Ford Focus Sedan (755), Chevrolet Astra Sedan (550), Renault Mégane (555), Nissan Sentra e Peugeot 307 Sedan (315 cada) e o Kia Cerato (732). No acumulado do ano foram comercializadas 14.630 unidades. O mais novo sedan da marca japonesa é fabricado na planta de Sumaré (SP) e sai da fábrica com um preço bem acima do esperado, podendo até ser comparado a sedans de categorias maiores, como os citados logo acima no texto. Os valores começam em R$ 58.690 para versão de entrada LX M/T (com câmbio manual) e chega a R$ 73.860 na versão EXL A/T (com câmbio automático), com esse valor o City passa a ser concorrente do seu “primo” mais velho, o Civic. Diante desse dilema do preço, o consumidor tem que ficar atendo aos produtos oferecidos no mercado de sedans, como o City ainda é uma novidade, esse fator influencia muito na compra e a emoção pensa mais rápido que a razão e o consumidor compra por impulso.

Agora vamos ao que realmente interessa, a convivência com o carro. Durante toda a semana pude avaliar o Honda City EXL automático em varias situações diferentes. Ao buscar o carro em uma concessionária da Honda, gentilmente cedido pela montadora pude perceber que o japonesinho chama muita a atenção por onde passa, a cor do modelo testado era um cinza Grafitti escuro, não muito comum entre os sedans, que costumam ser preto ou prata, isso também ajudou a despertar olhares pelo caminho. Suas linhas são um pouco diferentes dos outros modelos da Honda, mostrando ser um projeto mais recente e desenvolvido para os mercados emergentes. Criado pelo designer argentino Jorge Luis Fernández, o sedan é feito sobre a base do novo Honda Fit e mede 2,55 m de entreeixos, 5 cm a mais que o Fit e 15 cm a menos que o Civic. Por fora, o City se destaca principalmente na parte dianteira, aonde exibe uma grade com três filetes na cor da carroceria em conjunto com o logo da Honda ao centro, os faróis afilados e os vincos no capô dão um ar de “Bad Boy” ao sedan, que na tem nada de agressivo. Visto de lado, chama a tenção a cintura alta, muito comum nos sedans de luxo e as rodas polidas de 16 polegadas com raios cruzados. Já na parte traseira, as lanternas tem um formato que lembram os sedans da série 3 da BMW (E90), que destoa um pouco da agressividade da dianteira, ainda na parte de trás os vincos se destacam na tampa do porta-malas que faz conjunto com o pára-choque de cortes retos. Pequenas perfumarias como setas no retrovisor, faróis de neblina e capas cromadas ns quatro maçanetas deixam um certo ar de majestade no pequeno sedan japonês.

O interior do City é bem aconchegante, a posição de dirigir é fácil de achar, mesmo com os ajustes mecânicos do banco do motorista, no qual tive dificuldade para ajustar o mecanismo de posição da coluna, pois o acesso é dificultado devido a área estreita entre o banco e a porta, dificultando o movimento. O volante tem ajuste de altura e é revestido em couro, assim como os bancos, que tem formato bem parecido com o do Civic. Apesar da primeira impressão ao entrar no City ser de um carro de um nível mais elevado, no que se refere a luxo, ao verificar os materiais usados essa sensação desaparece. Os plásticos do painel, console central e portas são rígidos ao toque dos dedos e algumas rebarbas são vistas nos cantos das portas principalmente. O banco apesar de um pouco duro, não transmite cansaço no trânsito pesado e nem em serras, por exemplo. Eu que tenho 1,77 metros não me senti desconfortável dentro do City. O porta-malas carrega 506 litros, segundo o fabricante, bem mais que o Civic, que tem capacidade de 340 litros, para nível de comparação.

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