Avaliação – Nissan Sentra SL 2.0 16V CVT (flex) 2014

Fotos: Marcus Lauria

Em sua sétima geração, o Sentra foi revelado ano passado com um novo design, maior, mais conservador e recheado de equipamentos, tudo para tentar desbancar a concorrência e chegar perto dos modelos mais vendidos do segmento em nosso mercado, o Toyota Corolla e o Honda Civic. Segmento esse que corresponde a 7% do total das vendas no Brasil.

Comercializado em mais de 120 países, o novo Sentra chega importado do México e usa uma nova plataforma que feita a partir do zero. Comparada a geração anterior, o novo Sentra foi totalmente modificado, as linhas mais retas da carroceria e do interior deram espaço a um estilo mais moderno e fluido. alinhado com a atual identidade visual da marca. Suas linhas permitiram chegar a um coeficiente de arrasto menor que o da geração anterior (de 0,34 para 0,29), e estender a traseira, solução que aumentou a capacidade do porta-malas para 503 litros (+ 61 litros), sem perder conforto ou espaço interno.

Detalhes como faróis e lanternas de LED fazem a diferença modelo avaliado. Assim como as rodas de alumínio como item de série desde a versão de entrada, que no caso do “nosso”, eram de aro 17 com pneus 205/50 R17 (as outras versões usam aro 16 com pneus 205/55 R16). Além de detalhes como maçanetas cromadas, LED nos faróis e lanternas, entre outros, se destacam ao ser visto nas ruas.

O novo Sentra possui um entre-eixos de 2,70 m, o que permite aos passageiros altos (com mais de 1,80, por exemplo),  não se sentirem espremidos e acomodar-se com muito conforto, sem encostar os joelhos nos bancos dianteiros mesmo quando estão totalmente recuados. Os bancos são confortáveis, tanto para quem vai na frente ou atrás.

A nova geração está sendo vendida em três versões de acabamento (S, SV e SL), ele traz na versão de entrada S itens de fábrica como chave com sistema I-Key, acendimento automático dos faróis, freios com ABS/EBD, rádio CD Player com MP3 e quatro alto falantes, direção elétrica com assistência variável, airbags frontais, rodas aro 16″, retrovisores externos com regulagem elétrica, lanternas e faróis com LED’s, volante multifuncional com acabamento em couro, ar-condicionado, sistema eletrônico de ignição, entres outros.

Por dentro é possível notar o nível de acabamento superior aos concorrentes, são materiais de ótima qualidade, sem rebarbas, com estilo soft-touch mais agradável ao toque e que inspiram qualidade. Destacam-se o volante de couro, os bancos feitos do mesmo material oferecendo o devido conforto ao motorista e passageiros. Esses, por sinal, tem uma vantagem comparado com a concorrência, o espaço traseiro é bem aproveitado e não deixa ninguém no aperto.

Enquanto que a versão top SL versão avaliada pelo site durante duas semanas, vem equipada com airbags laterais e de cortina, rodas aro 17″, sensor de estacionamento, câmera de ré, teto solar e sistema de navegação integrado ao painel, além de todos os itens da S e SV. Os valores variam de R$ 60.990 para o modelo S equipado com câmbio manual de seis marchas, R$ 65.990 para o SV com transmissão CVT e R$ 71.990 para o top SL.

É fácil achar a posição de dirigir, não falta opção de regulagem no banco e volante, o que deixa o motorista pronto para desfrutar da ótima dirigibilidade do sedan. O modelo possui muitos porta-trecos espalhados pelo interior, que fica ainda mais requintado com o teto-solar de fácil utilização.

Sob o capô está o conhecido motor 2.0 16V flex que desenvolve 143 cv de potência e 20,3 kgfm de torque, o mesmo que equipava a versão anterior. De acordo com a marca, foram feitas melhorias no cabeçote, na cabeça dos pistões e na calibração do sistema de injeção, além de implantar o sistema Flex Start, que elimina o tanquinho de gasolina. A boa notícia é que o propulsor recebeu a etiquetagem “A” tanto na versão manual quanto na automática nas avaliações de consumo do Inmetro. O propulsor, suficiente para empurrar os mais de 1.300 kg da carroceria, tem uma aceleração suave e constante, deixando o motorista mais tranquilo em uma ultrapassagem,  desenvolve bem em qualquer situação, nas subidas ele precisa de uma pisada mais forte no acelerador, mas nada que desanime o prazer de dirigir o sedan japonês.

Na hora de acelerar, o motor não deixa nada a desejar, suficiente para empurrar os mais de 1.300 kg da carroceria, sua aceleração é suave e constante, deixando o motorista mais tranquilo em uma ultrapassagem. Enfim, é um sedã que vai chamar a atenção diante de tantas opções em nosso mercado, basta comparar e tirar a sua dúvida. Seu consumo médio urbano foi de 5,7 Km/l segundo o computador de bordo. Rodamos com o sedan por mais de 250 Km sempre com o ar-condicionado ligado e em uso urbano.

Outro ponto positivo foi o trabalho da suspensão, que transforma o carro em um verdadeiro trem andando sobre trilhos, revelando ser seguro nas curvas, mesmo que em velocidades acima da média. Além de absorver bem os buracos das ruas.

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