Avaliação – Renault Clio Expression 1.0 16V 2013

Fotos: Marcus Lauria

No fim do ano passado, a Renault lançou o modelo 2013 do Clio com um face-lift considerável, visando seguir o padrão visual da marca na Europa. Em sua segunda geração e à venda no Brasil desde 1999, o Renault Clio abandonou o sobrenome Campus e recebeu novo visual na dianteira e traseira, além de alterações mecânicas e mudanças no pacote de equipamentos. Seu preço inicial é de R$ 24.150, na versão Authentique de 3 portas.

O exemplar cedido pela Renault é um Clio Expression, de 5 portas, que custa a partir de R$ 25.880 quando básico. Nosso carro contava com o Pack que inclui ar-condicionado e direção hidráulica (R$ 3.750), único opcional de fábrica do modelo. vidros, travas elétricas e alarme (R$ 1.146) são acessórios, assim como o rádio H-Buster (R$ 411), rodas aro 14” com pneus 175/65 R14 (R$ 1.979) e o Kit Adesivo Sport (R$ 299), composto por faixas na carroceria e teto em cor branca. No total, o carro sai por salgados R$ 33.465.

Verificando as alterações visuais, nota-se empobrecimento nos faróis, que agora usam parábola simples. Seu vidro traseiro curvo deu lugar a um vidro menor enquanto as lanternas seguem novo visual, mais interessante. Outra economia foi feita na abertura do porta-malas, que abandonou o botão embutido no logotipo. No interior os bancos recebem novos tecidos e não há alterações significativas no painel.

O cluster é semelhante ao que foi introduzido na linha 2012, mas agora conta com computador de bordo e novas grafias. Além disso, a Renault posicionou o acionamento elétrico dos vidros nas portas, liberando espaço para um porta-copos e um porta-objetos à frente do câmbio.

Na prática a sensação de pobreza no interior é bem evidente, com plásticos de aspecto ruim e ligeiramente mal-encaixados. No carro avaliado, os botões dos vidros elétricos foram montados de forma deficiente, com rebarbas afiadas e chegando a desencaixar no caso de um acionamento menos suave. A posição de dirigir é interessante, com boa regulagem longitudinal do assento, que é ancorado em boa altura. Os encostos dos bancos apóiam bem as costas e são relativamente confortáveis, mesmo após longa utilização. Não há regulagem de altura dos bancos, cintos dianteiros ou da coluna de direção.

O espaço interno é bom para quem viaja na frente, mas na traseira o teto baixo atrapalha a vida de pessoas acima de 1,75 m nas laterais, enquanto o assento do meio só serve para crianças ou adultos pequenos. Seu porta-malas de 255 litros é satisfatório. Já em relação à visibilidade, os retrovisores laterais cresceram, cumprindo bem seu papel. Em contrapartida, o vidro traseiro menor faz com que motoristas altos só enxerguem carros na retaguarda quando eles estão bem próximos.

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