Avaliação – Renault Fluence GT 2013

Fotos: Marcus Lauria

Toda montadora instalada no Brasil quer ter seu esportivo em seu portfólio, antes o que era uma raridade, hoje se tornou até comum nas ruas. Lembro bem da década de 80 e 90, onde os esportivos das poucas fábricas que tínhamos aqui eram febre entre os afortunados que tinham muito dinheiro para ter um esportivo de verdade em sua garagem. Hoje em dia, apesar de caros, os esportivos, em sua maioria importados, são mais acessíveis. O que se torna uma boa opção de compra para quem gosta de acelerar.

Para não ficar na lanterna entre os concorrentes, a Renault tratou logo de trazer o seu esportivo para representar a marca no País. E começou bem, ao contrário do outro pseudo-esportivo vendido aqui pela marca, o Sandero GT Line, que só vive de aparência. O Fluence GT, avaliado por duas semanas pelo site passou no teste com louvor, o modelo além de formas bonitas tem conforto e desempenho coerentes com o que oferece.

Além do visual diferenciado, o sedã esportivo da marca francesa se destaca dos modelos de série pelos itens, desenvolvido pela equipe da RDAL (Renault Design América Latina), que deixam sua aparência mais esportiva. Tomando como base a versão Privilège, no GT é acrescentado uma extensa lista de equipamentos como: controle de estabilidade e de tração, teto solar elétrico., faróis de xênon, costura aparente nos bancos, bordado com a inscrição “GT” nos encostos dos bancos dianteiros, painel com velocímetro digital, pedaleiras em alumínio e apliques em “black piano” nas portas e no painel em frente ao passageiro e volante e alavanca do câmbio em vermelho. O novo painel se destaca pelos dois mostradores redondos e outro em formato retangular (no lugar dos três redondos das demais versões).

Externamente o visual é complementado por spoilers dianteiro, traseiro e laterais e rodas de 17 polegadas, essas com um desenho um tanto ousado, que deixou dúvidas se “casa” bem com o carro, destoando totalmente do conjunto, motivo de algumas críticas por partes dos fãs de esportivos. As carcaças dos espelhos retrovisores externos são pintadas em prateado independente da cor da carroceria (vermelha, preta ou branca). O modelo é identificado ainda pelos emblemas com os dizeres “GT” e “Renault Sport” na traseira.

E não é só de aparência que o Fluence GT chama a atenção, o sedã chega equipado com um potente motor herdado do Duster (da família F4R), feito em bloco de ferro (e não de alumínio). Ele recebeu bielas de aço forjado e bomba de óleo de maior capacidade, tudo isso, para receber a turbina (Twin Scroll), com duplo coletor de gases de escape. O propulsor (importado da França) é um 2.0 16V turbo que rende 180 cv de potência, com torque de 30,6 kgfm, suficientes para empurrar sem dificuldade os 1341 kg do esportivo, com uma relação peso/potência de 7,45 kg/cv.

De acordo com a marca, ele faz de zero a 100 km/h em 8 segundos e chega a uma velocidade máxima de 220 km/h por causa do limitador na injeção. O desempenho é satisfatório, o carro acelera bem e fica fácil fazer ultrapassagens, seja em retas, curvas ou ladeiras mais íngremes.

Além do motor, a embreagem foi modificada, e tem disco maior (240 mm), em conjunto está o excelente câmbio exclusivamente manual de seis velocidades com engates curtos e precisos, e que teve o diferencial alongado para suportar a nova potência. Claro que molas e amortecedores foram refeitos e ficaram ainda mais firmes, mas não houve alterações na altura da suspensão ou nos freios, o carro se comporta bem nas curvas, mantendo sempre a trajetória e não proporciona muitos sustos, ele sai um pouco de frente, mas nada que incomode o motorista.

O Fluence GT, que chega às lojas da marca por R$ 82.090, a marca estima vender apenas 70 unidades por mês do lançamento. O modelo não tem opcionais e é vendido completo de fábrica.

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