Peugeot 308 Griffe 1.6 THP Aut. 2016

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Por Marcelo Silva – Fotos: Marcus Lauria

ROUPA NOVA

Na Europa ele mudou completamente. Outra plataforma, visual mais alemão, estilo mais hatch e menos minivan, frente com a nova identidade visual da marca. Já por aqui, como importar o 308 europeu ficaria muito caro e produzi-lo aqui (ou na Argentina) seria economicamente inviável, a Peugeot levou o 308 à clínica de cirurgia plástica, colocou uma boa grana na mesa do cirurgião e, logo após o procedimento, o resultado está nas fotos.

De tudo o que mudou no 308 europeu, o nosso 308 recebeu apenas as mudanças na dianteira: novos faróis, nova grade e novo desenho do para-choque. Nas laterais e na traseira, nada de novo, tudo como era antes, e isso não é tão ruim assim. De fato, o estilo monovolume/minivan do 308 garante bom espaço interno para os ocupantes, especialmente para a cabeça, e nesse ponto ele pode levar vantagem sobre os concorrentes.

E já que falamos de espaço interno, a vida no interior do 308 é muito boa, com bancos bem anatômicos e confortáveis, revestidos em couro nessa versão Griffe. Os arremates são bons, as peças transmitem sensação de qualidade, enquanto os passageiros ainda desfrutam do teto de vidro que, embora seja fixo, é bem agradável à noite ou em dias não muito quentes. Ocupantes de estatura razoável se abrigam bem no carro e as malas possuem um compartimento de 430 litros para elas, algo realmente incomum em um hatch.

AMPLA VISÃO

Ainda do lado de dentro reside uma das maiores novidades da linha 2016, que é a central multimídia totalmente renovada, agora sensível ao toque e posicionada abaixo das saídas de ar. A central anterior ficava na altura dos olhos, mas tinha utilização confusa por não contar com touchscreen. Já a central nova, além de ser mais intuitiva, traz também funcionalidades para interação com o celular: Apple CarPlay e Mirror Link. O ponto negativo fica pelos comandos de som (e cruise control) amontoados em um paddle atrás do volante, difíceis de operar e decorar suas funções.

Manobrar o 308 é tarefa tranquila, graças aos bons retrovisores, grande área envidraçada e posição elevada de dirigir. Há também câmera de ré e sensores de estacionamento na dianteira/traseira, que facilitam para colocar o hatch em vagas apertadas. E suas dimensões não são das menores: 4,29 m de comprimento, 1,81 m de largura e 2,61 m entre os eixos. Sua direção eletro-hidráulica é suave em manobras e possui o peso correto em velocidade.

SUVIDADE A FLOR DA PELE

O 308 com facelift estreou também o motor THP 1.6 turbo flex, com 166/173 cv @ 6.000 rpm (G/E) de potência e 24 kgfm @ 1.400 rpm de torque. Quando comparado ao THP que bebe apenas gasolina, este propulsor entrega 8 cv a mais de potência quando abastecido com etanol. Além disso, sua transmissão automática sequencial de seis velocidades ganhou uma nova calibração e função ECO, que permitem até 7% de economia de combustível segundo a Peugeot.

Na prática, o Peugeot 308 ficou mais suave em todas as suas reações: o acelerador está menos sensível, a suspensão mais complacente e até mesmo o pedal do freio se tornou mais progressivo. Isso se traduz em um rodar bem suave no ciclo urbano, especialmente com a transmissão em modo ECO subindo as marchas sempre em giros baixos, favorecida pelo bom torque em baixa do motor THP. Seu consumo médio com gasolina foi de 8,5 km/l, com ar ligado em todo o percurso.

Já em uso rodoviário, o motor turbo mostra que tem força de sobra para carregar os 1.392 kg do Peugeot 308. As acelerações ocorrem com boa desenvoltura, as retomadas são bem rápidas, especialmente com o modo “S” acionado no câmbio e, para aqueles que gostam de estar no comando da situação, o modo sequencial da transmissão EAT6 é bem permissivo. O ajuste mais suave de suspensão não alterou a ótima estabilidade do 308, e o carro continua com a mesma boa dinâmica de sempre, que não se intimida nem diante de rivais com suspensão traseira multilink (o Pug usa eixo de torção). Seus freios são ótimos e a tendência no limite é dianteira. Seu consumo médio com gasolina foi de bons 14,5 km/l, com ar ligado.

No geral, o Peugeot 308 sabe agradar e cativar em todos os aspectos, ainda que o projeto antigo possa incomodar os mais exigentes. Pelo preço de R$ 85.490 que a Peugeot cobra por esse modelo, pode-se encontrar concorrentes mais modernos como VW Golf e Ford Focus, ou concorrentes datados como Chevrolet Cruze e Fiat Bravo, mas nenhum deles é tão convincente na relação desempenho x equipamentos x preço quanto o Peugeot 308 Griffe THP.

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